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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

PRA PENSARMOS SOBRE O CARNAVAL:




Amanha se celebra o Carnaval. É bom, portanto, fazermos, desde já, uma reflexão sobre a alegria, este dom maravilhoso de Deus que restaura nossas forças e nos lembra a dignidade de nossa criação e de nossa redenção.

A tristeza leva-nos às profundezas da terra, a um lugar inóspito, como lamentava Jô, onde não há ordem e habita o eterno horror.(Cf. Job.10,22)

O coração do homem, do cristão, deve sempre transbordar de alegria pelo reatamento da união entre a humanidade e o Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, pela salvação que nos foi dada em Cristo Jesus.

A alegria e a festa devem ser pessoal e coletiva. Pessoal, enquanto sabemos que Deus nos ama e sempre nos acolhe, mesmo quando deixamos de lhe ser fiéis. Mas também coletiva, enquanto povo santo pela redenção realizada por Cristo.

Já os profetas proclamavam para abrir nosso coração ao júbilo. E mesmo para o povo que jazia na escravidão e deportado para longe de sua terra, apontavam a alegria do retorno, porque o Senhor vira a sua aflição e o alimentava na esperança.Isaias clamava: “Rejubila, Jerusalém, e vós todos que a amais. Uni-vos para partilhar do seu júbilo (Cf. Is. 66,10).

O cristão que vive na esperança não pode ser triste. Já assim falava São Francisco de Sales: “Um santo triste é um triste santo” condenando aqueles que não se rejubilavam com a graça.

São Paulo, igualmente, concitava os evangelizados à alegria:”Alegrai-vos sempre no Senhor, de novo vos digo alegrai-vos.”(Cf. Fl. 4,4)

Os dias de Carnaval deveriam nos conduzir à alegria do corpo e do espírito, pois se fomos criados do limo da terra, temos também em nós insuflado o Espírito de Deus e recebemos este mesmo Espírito pelo qual podemos chamar a Deus de Pai.

Quando o povo hebreu foi reconduzido do cativeiro de Babilônia, o sacerdote Esdras depois de lhe ter exposto a lei, convida-o à festa:”Hoje é dia consagrado a Javé vosso Deus...Não vos entristeçais nem choreis... Ide e comei carnes gordas, tomai bebidas doces e mandai porções a quem não a preparou, porque hoje é um dia consagrado a nosso Senhor”.(Cf. Neem.8,10).

Esse é o espírito que nos deveria animar nos dias de Carnaval: a alegria que se traduz nas festas e danças a que todos são convidados, ricos e pobres, porque nossa salvação está próxima, como confirma São Paulo na complementação do texto acima.

Estes dias não nos deveriam afastar de Deus, com excessos, que deturpam nossa própria natureza e levam-nos àqueles extremos a que o mesmo Apóstolo Paulo se refere na sua Carta aos Romanos e que atraem a ira de Deus.(Cf. Rm. 1,1 e sgts)

Infelizmente o Carnaval se tornou uma festa pagã, onde o que vale é o luxo e a luxúria, no incitamento ao pecado e no completo esquecimento da miséria que se abate sobre grande parte do povo, até mesmo daqueles que, à falta de opções, só lhes oferecem o “circo”.

Os dias de Carnaval deveriam e poderiam ser dias de alegria, de dança e festas, mas também de partilha com os que nada têm, e com aqueles que tem o coração vazio. Repartir o pão sabendo conter os gastos excessivos e repartir a esperança para todos aqueles que, perdida a fé, se entregam aos excessos da bebidas e das drogas e à dissolução moral.

Voltamos a dizer com o Apóstolo: “Alegrai-vos. Mais uma vez vos digo, alegrai-vos.” E que a vossa alegria seja completa extravasando de vossos corações, celebrando nossa completa libertação.

Texto Por: DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO (ARCEBISPO EMÉRITO DE JUIZ DE FORA, MG.)

Danças Populares





Congada

É uma procissão de escravos feiticeiros, capatazes, damas de companhia e guerreiros saem num cortejo, ao som de violas, atabaques e reco-recos, dançam simulando uma guerra e acompanham a rainha e o rei negro até a igreja ou o local onde serão coroados. Na época da escravidão e muito tempo depois os reis e rainhas coroados eram escolhidos seriamente para que não morresse a tradição do Congo.

Reisado

É festejo a véspera e o Dia de Reis. No período de 24 de dezembro a 06 de janeiro, um grupo de músicos, cantores e dançam e levam um estandarte do grupo, anunciam a chegada do Messias e fazendo louvações, por onde passam. O Reisado se compõe de várias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques e músicos que acompanham o grupo.

Maracatú

É uma dança típica do Nordeste. Maracatu é um termo africano que significa dança ou batuque, no qual um grupo fantasiado faz saudações aos orixás, em um cortejo carnaval esco onde reis, rainhas, princesas, índios emplumados e baianas dançam nas ruas, pulando e passando de mão em mão a calunga, boneca de pano enfeitada, presa num bastão. Teve origem nas Congadas, cerimônias de escolha e coroação do rei e da rainha da "nação" negra. Ao primeiro acorde do maracatu, a rainha ergue a calunga para abençoar a "nação". Atrás vão os personagens, com chapéus imensos, evoluindo em círculos e seguindo a procissão recitando versos que evocam histórias regionais.

Catira

Também chamado Cateretê é uma dança de origem indígena e dançada em muitos estados brasileiros. Foi bastante usada pelo Padre Anchieta que em sua catequese, traduziu para a língua tupi alguns textos católicos, assim enquanto os índios dançavam, cantavam trechos religiosos, por este fato é que muitos caipiras paulistas consideram muitas danças diabólicas, menos o cateretê. Os trajes usados são as roupas comuns de todo o dia. A dança varia em cada região do país, mas geralmente são dançadas em duas fileiras formadas por homens de um lado e mulheres do outro, sapateando ao som de palmas e violas. Também pode ser dançada só por homens. As melodias são cantadas pelos violeiros.

Marujada

De origem portuguesa, também é conhecida como Cateretê. Ao som da viola ou da sanfona, o grupo dança sapateando, ao som de uma mistura cantigas náuticas que retratam as conquistas marítimas e o heroísmo dos navegadores portugueses. Esse bailado não possui enredo ordenado, mas a apresentação do auto, começa sempre com a chegada de uma miniatura de barco à vela puxado pela tripulação, que é formada pelos componentes do grupo de dança.

Frevo

É uma dança e música típica do carnaval de rua e salão de Recife, Pernambuco. Tem coreografia individual e andamento rítmico muito rápido. Os passistas ou dançarinos, vestem com fantasias coloridas e agitam pequenos guarda-chuvas com função estética, e para alguns, de equilíbrio. Alguns pesquisadores dizem que o frevo possui elementos de várias danças como marcha, polca ou maxixe, outros pensam que ele foi influenciado pela capoeira. A música só é executada por instrumentos de sopro e surdos, e não é cantada, formando uma orquestra conhecida como Fanfarra.

CARNAVAL NA SUA ORIGEM

O carnaval é o uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa tornando-a intolerável aos olhos da Igreja.


Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos. A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo já que fugia das reais origens da festa como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência européia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas da forma semelhante à de hoje.

A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. A esta favorável recepção, acrescentou-se as famosas marchinhas carnavalescas que incrementou a festa e a fez crescer em quantidade de participantes e em qualidade.



Mensagem do Papa Bento XVI



Na mensagem que a Santa Sé divulgou especialmente para o período, o santo padre, o papa Bento XVI, estimula os católicos a chamar para si a “responsabilidade pelo irmão”, com “preocupação concreta pelos mais pobres”. A “Quaresma oferece-nos a oportunidade de reflectir mais uma vez sobre o cerne da vida cristã: o amor. Com efeito este é um tempo propício para renovarmos, com a ajuda da Palavra de Deus e dos Sacramentos, o nosso caminho pessoal e comunitário de fé. Trata-se de um percurso marcado pela oração e a partilha, pelo silêncio e o jejum, com a esperança de viver a alegria pascal”, explica.

O sumo pontífice procura conduzir sua reflexão à luz do Capítulo 10, Versículo 24 da Carta aos Hebreus, no Novo Testamento. “Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras”. Trecho “que, em poucas palavras, oferece um ensinamento precioso e sempre atual sobre três aspectos da vida cristã: prestar atenção ao outro, a reciprocidade e a santidade pessoal”, sintetiza. Basicamente, ele deseja “que todos, à vista de um mundo que exige dos cristãos um renovado testemunho de amor e fidelidade ao Senhor, sintam a urgência de esforçar-se por adiantar no amor, no serviço e nas obras boas”.

Arquidiocese convida todos os movimentos e pastorais sociais pra abertura da CF 2012

Depois da agitação da Folia de Carnaval, é tempo de parar e refletir... Na próxima Quarta-Feira de Cinzas (22/02), às 7h, toda a Coordenação Arquidiocesana de Pastoral (Coarpa), movimentos e pastorais sociais desta Arquidiocese de Montes Claros, além de fiéis católicos e cristãos de outra confissão religiosa estão convidados para participar, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Catedral), igreja-mãe desta Igreja particular, da Missa em que será aberta oficialmente, nesta "Igreja que nasce no sertão", a Quaresma, com o lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) de 2012. A Missa será presidida pelo arcebispo metropolitano dom José Alberto Moura. O atual vigário episcopal de pastoral (ou coordenador arquidiocesano de pastoral), padre Adílson Ramos de Melo, também participará da cerimônia religiosa.


O tema da CF deste ano é “Fraternidade e Saúde Pública” e o lema “Que a saúde se difunda sobre a Terra” (Eclo 38, 8). Ainda haverá celebrações nesta Paróquia, com o tradicional Rito das Cinzas, às 18h e 30min, no majestoso templo da Praça Pio XII, centro da cidade e, às 19h, na Capela São José, cujo endereço é Rua Germano Gonçalves, Bairro São José.