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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

domingo, 1 de julho de 2012

Solenidade de São Pedro e São Paulo - II


Hoje celebramos o glorioso martírio dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, aqueles “santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Pedro, aquele a quem o Senhor constituiu como fundamento da unidade visível da sua Igreja e a quem concedeu as chaves do Reino; Paulo, chamado para ser Apóstolo de um modo único e especial, tornou-se o Doutor das nações pagãs, levando o Evangelho aos povos que viviam nas trevas. Um pela cruz e o outro pela espada, deram o testemunho perfeito de Cristo, derramando seu sangue e entregando a vida em Roma, por volta do ano 67 da nossa era.
Caríssimos, esta Solenidade hodierna dá-nos a oportunidade para algumas ponderações importantes.
A Igreja é apostólica. Esta é uma sua propriedade essencial. João, no Apocalipse, vê a Jerusalém celeste fundada sobre doze alicerces com os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro (cf. 21,14). Eis: a Igreja não pode ser fundada por ninguém, a não ser pelo próprio Senhor, que a estabeleceu sobre o testemunho daqueles Doze primeiros que ele mesmo escolheu. Seu alicerce, portanto, sua origem, seu fundamento são o ministério e a pregação apostólicas que, na força do Espírito Santo, deverão perdurar até o fim dos tempos graças à sucessão apostólica dos Bispos católicos, transmitida na Consagração episcopal. Dizer que nossa fé é apostólica significa crer firmemente que a fé não pode ser inventada nem tampouco deixada ao bel-prazer das modas de cada época; crer que a Igreja tem como fundamento os Apóstolos significa afirmar que não somos nós, mas o Cristo no Espírito Santo, quem pastoreia e santifica a Igreja pelo ministério dos legítimos sucessores dos Apóstolos. O critério daquilo que cremos, a regra da nossa adesão ao Senhor Jesus, a norma da nossa fé é aquilo que recebemos dos santos Apóstolos uma vez para sempre. Só a eles e aos seus legítimos sucessores o Senhor confiou a sua Igreja, concedendo-lhes a autoridade com a unção do Espírito para desempenharem o ofício de guiar o seu rebanho pelos séculos a fora. Olhemos, irmãos amados, para Pedro e Paulo e renovemos nosso firme propósito de nos manter alicerçados na fé católica e apostólica que eles plantaram juntamente com os demais discípulos do Senhor. Hoje, quando surgem tantas comunidades cristãs que se auto-intitulam “igrejas” e se auto-denominam “apostólicas”, estejamos atentos para não perder a comunhão com a verdadeira fé, transmitida de modo ininterrupto e fiel na única Igreja de Cristo, santa, católica e apostólica.
Um outro aspecto importante, caríssimos, é o significado de ser Apóstolo: ele não é somente aquele que prega Jesus, mas, sobretudo, aquele que, escolhido pelo Senhor, com ele conviveu, nele viveu e, por ele, entregou sua vida. Os apóstolos testemunharam Jesus não somente com a palavra, mas também com o modo de viver e com a própria morte. Por isso mesmo, seu martírio é uma festa para a Igreja, pois é o selo de tudo quanto anunciaram. O próprio São Paulo reconhecia: “Não pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor. Trazemos, porém, este tesouro em vasos de argila para que esse incomparável poder seja de Deus e não nosso. Incessantemente trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja também manifestada em nosso corpo. Assim, a morte trabalha em nós; a vida, porém, em vós” (2Cor 4,5.7.10.12). Eis o sinal do verdadeiro Apóstolo: dar a vida pelo rebanho, com Jesus e como Jesus, gastando-se, morrendo, pra que os irmãos vivam no Senhor! Por isso, caríssimos meus, a alegria da Igreja na Festa de hoje: Pedro e Paulo não só falaram, não só viveram, mas também morreram pelo seu Senhor; e já sabemos pelo próprio Cristo-Deus que não há maior prova de amor que dá a vida por quem amamos! Bem-aventurado é Pedro, bendito é Paulo, que amaram tanto o Senhor a ponto de darem a vida por ele! Nisto são um exemplo, um modelo, uma norma de vida para todos nós. Aprendamos com eles!
Um terceiro aspecto que hoje podemos considerar é a ação fecunda da graça de Cristo na vida dos seus servos. O exemplo de Pedro, o exemplo de Paulo servem muito bem para nós. Bento XVI, ao ser eleito, afirmou humildemente que se consolava com o fato de Deus saber trabalhar com instrumentos insuficientes: Quem era Simão, chamado Pedro? Um pescador sincero, mas rude, impulsivo e de temperamento movediço. No entanto, foi fiel à graça, e tornou-se Pedra sólida da Igreja, tão apegado ao seu Senhor, a ponto de exclamar, cheio de tímida humildade: “Senhor tu sabes tudo; tu sabes que te amo” (Jo 21,17). Quem era Saulo de Tarso, chamado Paulo? Um douto, mas teimoso e radical fariseu, inimigo de Cristo. Tendo sido fiel à graça, tornou-se o grande Apóstolo de Jesus Cristo, tão apaixonado pelo seu Senhor, a ponto de nos desafiar: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo!” (1Cor 11,1). Eis, caros meus, abramo-nos também nós à graça que o Senhor nos concede para a edificação da sua obra, para a construção do seu Reino, e digamos como São Paulo: “Pela graça de Deus sou o que sou, e sua graça em mim não foi em vão” (1Cor 15,10).
Ainda um derradeiro aspecto, amados no Senhor. Nesta hodierna Solenidade somos chamados a refletir sobre o ministério de Pedro na Igreja. Simão por natureza foi feito Pedro pela graça. Pedro quer dizer pedra. Eis, portanto, Simão Pedra. “Tu és Pedro e sobre esta Pedra eu edificarei a minha Igreja. Eu te darei as chaves do Reino” (Mt 16,16ss). Caríssimos, o ministério petrino é mais que a pessoa de Pedro. Seu serviço será sempre o de confirmar os irmãos na fé em Cristo, Filho do Deus vivo, mantendo a Igreja unida na verdadeira fé apostólica e na unidade católica. É este o ministério que até o fim dos tempos, por vontade do Senhor, estará presente na Igreja na pessoa do Sucessor de Pedro, o Bispo de Roma, a quem chamamos carinhosamente de Papa, pai. O Papa é o Pastor supremo da Igreja de Cristo porque somente a ele o Senhor entregou de modo supremo o seu rebanho. Aquilo que entregou aos Doze e a seus sucessores, os Bispos, entregou de modo especial a Pedro e a seus sucessores, o Papa: “Tu me amas mais que estes? Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21,15). Estejamos atentos, caríssimos: nossa obediência, nossa adesão, nosso respeito, nossa veneração pelo Santo Padre não é porque o achamos simpático, sábio, ou de pensamento igual ao nosso, mas porque ele é aquele a quem o Senhor confiou a missão de confirmar os irmãos. Nossa certeza de que ele nos guia em nome de Cristo vem da promessa do próprio Senhor: “Simão, Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; eu, porém, orei por ti, a fim de que a tua fé não desfaleça. Quando, porém, te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22,31-32). É porque temos certeza da eficácia da oração de Jesus por Pedro e seus sucessores, que aderimos com fé ao ensinamento do Santo Padre. Estejamos certos de uma coisa: quem não está em comunhão com o Papa está fora da plena comunhão visível com a Igreja de Cristo, que é a Igreja católica.
Assim, rezemos hoje pelo Papa Bento XVI. E acompanhemos nossa oração com um gesto concreto: a esmola, o óbolo de São Pedro, aquela contribuição que no dia de hoje os católicos do mundo inteiro devem dar para as obras de caridade do Papa por todo o mundo. Assim, com as mãos e com o coração rezemos pelo Santo Padre, o Papa Bento: Que o Senhor nosso Deus que o escolheu para o Episcopado na Igreja de Roma, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, governando o Povo de Deus, de modo que o povo cristão a ele confiado possa sempre mais crescer na fé. Amém.

Por Dom Henrique
www.domhenrique.com.br

Solenidade de São Pedro e São Paulo


At 12,1-11
Sl 33
2Tm 4,6-8.17-18
Mt 16,13-19
“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor
e se tornaram amigos de Deus”. – Estas palavras que o missal propõe como antífona de entrada desta solenidade, resumem admiravelmente o significado de São Pedro e são Paulo. A Igreja chama a ambos de “corifeus”, isto é líderes, chefes, colunas. E eles o são.


Primeiramente, porque são apóstolos. Isto é, são testemunhas do Cristo morto e ressuscitado. Sua pregação plantou a Igreja, que vive do testemunho que eles deram. Pedro, discípulo da primeira hora, seguiu Jesus nos dias de sua pregação, recebeu do Senhor o nome de Pedra e foi colocado à frente do colégio dos Doze e de todos os discípulos de Cristo. Generoso e ao mesmo tempo frágil, chegou a negar o Mestre e, após a ressurreição, teve confirmada a missão de apascentar o rebanho de Cristo. Pregou o Evangelho e deu seu último testemunho em Roma, onde foi crucificado sob o Imperador Nero. Paulo não conhecera Jesus segundo a carne. Foi perseguidor ferrenho dos cristãos, até ser alcançado pelo Senhor ressuscitado na estrada de Damasco. Jesus o fez se apóstolo. Pregou o Evangelho incansavelmente pelas principais cidades do Império Romano e fundou inúmeras igrejas. Combateu ardentemente pela fidelidade à novidade cristã, separando a Igreja da Sinagoga. Por fim, foi preso e decapitado em Roma, sob o Imperador Nero.
O que nos encanta nestes gigantes da fé não é somente o fruto de sua obra, tão fecunda. Encanta-nos igualmente a fidelidade à missão. As palavras de Paulo servem também para Pedro: “Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”. Ambos foram perseverantes e generosos na missão que o Senhor lhes confiara: entre provações e lágrimas, eles fielmente plantaram a Igreja de Cristo, como pastores solícitos pelo rebanho, buscando não o próprio interesse, mas o de Jesus Cristo. Não largaram o arado, não olharam para trás, não desanimaram no caminho... Ambos experimentaram também, dia após dia, a presença e o socorro do Senhor. Paulo, como Pedro, pôde dizer: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar...”
Ambos viveram profundamente o que pregaram: pregaram o Cristo com a palavra e a vida, tudo dando por Cristo. Pedro disse com acerto: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo”; Paulo exclamou com verdade: “Para mim, viver é Cristo. Minha vida presente na carne, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim”. Dois homens, um amor apaixonado: Jesus Cristo! Duas vidas, um só ideal: anunciar Jesus Cristo! Em Jesus eles apostaram tudo; por Jesus, gastaram a própria vida; da loucura da cruz e da esperança da ressurreição de Jesus, eles fizeram seu tesouro e seu critério de vida.
Finalmente, ambos derramaram o Sangue pelo Senhor: “Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”. Eis a maior de todas a honras e de todas as glórias de Pedro e de Paulo: beberam o cálice do Senhor, participando dos seus sofrimentos, unido a ele suas vidas até o martírio em Roma, para serem herdeiros de sua glória. Eis por que eles são modelo para todos os cristãos; eis por que celebramos hoje, com alegria e solenidade o seu glorioso martírio junto ao altar de Deus! Que eles intercedam por nós na glória de Cristo, para que sejamos fiéis como eles foram.
Hoje também, nossos olhos e corações voltam-se para a Igreja de Roma, aquela que foi regada com o sangue dos bem-aventurados Pedro e Paulo, aquela, que guarda seus túmulos, aquela, que é e será sempre a Igreja de Pedro. Alguns loucos, dizem, deturpando totalmente a Escritura, que ela é a Grande Prostituta, a Babilônia. Nós sabemos que ela é a Esposa do Cordeiro, imagem da Jerusalém celeste. Conhecemos e veneramos o ministério que o Senhor Jesus confiou a Pedro e seus sucessores em benefício de toda a Igreja: ser o pastor de todo o rebanho de Cristo e a primeira testemunha da verdadeira fé naquele que é o “Cristo, Filho do Deus vivo”. Sabemos com certeza de fé que a missão de Pedro perdura nos seus sucessores em Roma. Hoje, a missão de Pedro é exercida por Bento XVI. Ao Santo Padre, nossa adesão filial, por fidelidade a Jesus, que o constituiu pastor do rebanho. Não esqueçamos: o Papa será sempre, para nós, o referencial seguro da comunhão na verdadeira fé apostólica e na unidade da Igreja de Cristo. Quando surgem, como ervas daninhas, tantas e tantas seitas cristãs e pseudo-cristãs, nossa comunhão com Pedro é garantia de permanência seguríssima na verdadeira fé. Quando o mundo já não mais se constrói nem se regula pelos critérios do Evangelho, a palavra segura de Pedro é, para nós, uma referência segura daquilo que é ou não é conforme o Evangelho.
Rezemos, hoje, pelo nosso Santo Padre, Bento. Que Deus lhe conceda saúde de alma e de corpo, firmeza na fé, constância na caridade e uma esperança invencível. E a nós, o Senhor, por misericórdia, conceda permanecer fiéis até a morte na profissão da fé católica, a fé de Pedro e de Paulo, pala qual, em nome de Jesus, “Cristo Filho do Deus vivo”, os Santos Apóstolos derramaram o próprio sangue.
Ao Senhor, que é admirável nos seus santos e nos dá a força para o martírio, a glória pelos séculos dos séculos. Amém.

Por Dom Henrique
www.domhenrique.com.br

SÃO PEDRO e SÃO PAULO


A Festa de São Pedro, celebrada juntamente com a Festa de São Paulo, no dia 29 de Junho, é uma das mais antigas e importantes comemorações do Ano Litúrgico. Estes dois Santos testemunharam a sua fidelidade a Jesus Cristo com o martírio. Eles introduziram o Cristianismo em Roma e são considerados os pilares que sustentam a Igreja.

Pedro foi o Papa até o ano 67, quando foi morto na cruz, de cabeça para baixo, por achar não ter méritos de morrer como Cristo.

São Paulo nasceu em Tarso e era cidadão romano.
Convertido ao cristianismo na juventude, espalhou a palavra de Deus.


Teatrinho: São Pedro e São Paulo


JOCA – (entra) Oi "gentiiiiiiiiiiii”.

CLARINHA – (entra) Oi pessoal!

CLARINHA – Vamos falar de hoje.

JOCA – Ah é mesmo! Hoje é um dia muito especial, gente!

CLARINHA – E é mesmo, Joca!

JOCA – É tão especial que chega a ser... Especial!

CLARINHA – É, Joca: conte pra todo mundo porque hoje é um dia tão especial.

JOCA – Ah, Clarinha: porque hoje é... Domingo!

CLARINHA – Certo, Joca: hoje é domingo. Mas tem outro motivo pra ser mais especial ainda.

JCOA – Sério, Clarinha?

CLARINHA – Ô Joca: você não presta a atenção na missa não, é?

JOCA – Claro que sim, Clarinha.

CLARINHA – Então Joca: hoje é um dia especial porque...

JOCA – Já sei, já sei! Porque hoje tem festa junina! Êêêêêêê! Acertei?

CLARINHA – Quase, Joca. Hoje é um dia especial e tem festa. Mas por que?

JOCA – Por que o que, Clarinha? Se tem festa já está bom.

CLARINHA – Mas por que tem festa junina hoje?

JOCA – Por que é junho?

CLARINHA – É, Joca. É porque é junho. Mas é também porque hoje é dia de São Paulo e São Pedro!

JOCA – Aaaahhhhh!!! !.... Eu já sabia.

CLARINHA – Por isso a nossa igreja está em festa hoje, Joca. 

JOCA – Que legal, hein Clarinha?

CLARINHA – É, legal.

JOCA – Festa, né?

CLARINHA – É.

JOCA – (sem jeito) Pois é.

CLARINHA – Ô Joca: explica para as crianças quem foi São Pedro e quem foi São Paulo.

JOCA – São dois santos, ué?

CLARINHA – Mas... Explica mais.

JOCA – Bem... é que... tipo assim, né?... Rê.

CLARINHA – Você não prestou atenção na catequese ontem, né Joca?

JOCA – Eu faltei, lembra?

CLARINHA – Pois é, né seu Joca? Faltou e perdeu a explicação da Tia Clarice.

JOCA – Pior que foi.

CLARINHA – São Pedro foi o primeiro Papa da nossa igreja. Olha São Pedro aí.

(Entra cartaz com a ilustração de São Pedro junto a Jesus).

JOCA – O primeiro Papa, Clarinha?

CLARINHA – É, Joca. Jesus deu esta missão a São Pedro. Jesus disse assim:

JESUS – (voz em off) Tu és Pedro e sobre ti construirei minha igreja.

CLARINHA – Viu só?

JOCA – Olha que legal Clarinha. Quer dizer que nossa igreja vem direto de Jesus!?

CLARINHA – Isso mesmo, Joca.

JOCA – Ôba! E São Paulo?

CLARINHA – São Paulo também é muito importante para nós, Joca.

JOCA – Por que, Clarinha?

(Entra cartaz com ilustração da conversão de São Paulo).

CLARINHA – Paulo não gostava dos cristãos. Mas um dia ele estava andando numa estrada e viu uma luz forte, muito forte. Era Jesus que estava ali.

JOCA – Olha só, gente!

CLARINHA – E Jesus disse assim para Paulo: 

JESUS – (voz em off) Paulo, Paulo: por que me persegues?

CLARINHA – Paulo sentiu a presença de Jesus e então se converteu. Daí passou a falar de Jesus por toda parte. Paulo levou as palavras de Jesus por muitas cidades e lugares.

JOCA – São Paulo também gostava de escrever cartas, né Clarinha?

CLARINHA – É, Joca. São Paulo escrevia falando de Jesus. E suas cartas são lidas até hoje na igreja.

JOCA – Até hoje?

CLARINHA – É, Joca.

JOCA – Mas hoje, hoje mesmo, ninguém leu, né?

CLARINHA – Claro que sim, Joca: a carta de São Paulo foi lida antes do Evangelho.

JOCA – Tá certo, Clarinha: eu decidi.

CLARINHA – O que, Joca?

JOCA – Vou prestar mais atenção à missa. Sabe: eu estou perdendo um monte de coisas legais.

CLARINHA – Está mesmo, viu Joca?

JOCA – Gente: vamos dar um viva pra São Pedro!

CLARINHA – Viva!

JOCA – Mais forte: viva São Pedro!

CLARINHA – Viva!

JOCA – Viva São Paulo!

CLARINHA – Viva!

JOCA – Tchau pra vocês!!

CLARINHA – Tchau!

JOCA – Tchau pra vocês!!

CLARINHA – Tchau! Tchau!


domingo, 24 de junho de 2012

PJ lança subsídio de estudo


O mês de janeiro de 2012 ficará marcado na história da Pastoral da Juventude. Além de realizar o seu décimo encontro nacional (ENPJ), com a presença de mais de seiscentas lideranças e assessores de todo o Brasil, a PJ aproveitou a atividade e lançou, nas terras de Maringá/PR, o subsídio de estudo denominado “Pastoral da Juventude: um jeito de ser e fazer - Somos Igreja Jovem”.

A construção do subsídio teve a contribuição coletiva de muitas mãos, mãos de jovens e assessores de todo o Brasil, que durante todo o ano de 2011 debruçaram-se para aprofundar os temas necessários para o subsídio.

A publicação traz em seu conteúdo elementos importantes para a caminhada evangelizadora da Pastoral da Juventude, como a história, a identidade, a missão, os princípios, a espiritualidade, entre outros assuntos. Dá destaque especial aos seis projetos nacionais e aos itens sobre a organização da PJ.

Para o jovem Thiago Silveira, da arquidiocese de Fortaleza/CE, “a publicação é sem dúvida um marco para nossa caminhada pastoral. Não somente para o grupo que estava no ENPJ, mas para todas as outras mãos que ao longo da história ajudaram a escrever a vida da Pastoral da Juventude.” A jovem baiana Deisy Rocha, de Vitória da Conquista/BA, destaca que “a publicação chegou em um momento muito bom para nossos jovens, pois em meio a tantas formas de  manifestar a fé no Cristo Ressuscitado, a PJ vem oferecer com este material elementos que reafirmam a identidade, a espiritualidade, a nossa missão e acima de tudo nosso jeito particular de Ser Igreja. Jeito este que é desafiador, alegre, comprometido e que busca estar junto dos mais necessitados.”

Destaca-se também o processo que a PJ quer desencadear nos próximos anos, por isso, optou em publicar o material como subsídio de estudo. Pois quer, ao longo dos próximos dois anos, desencadear um processo de estudo e aprofundamento, para que, na sua próxima atividade deliberativa (Ampliada Nacional, em 2014), seja aprofundado todo processo de estudo realizado pelos milhares de jovens e assessores organizados como PJ no Brasil.

A Coordenação Nacional e Comissão Nacional de Assessores da PJ deseja que todos os envolvidos no processo de evangelização juvenil possam contribuir com este material, sejam eles jovens ou assessores, leigos, leigas, bispos, padres ou religiosos, pertencentes a coordenações e assessorias regionais, diocesanas, paroquiais ou comunitárias, Congregações Religiosas, Centros e Institutos de Juventude, Pastorais Sociais, Movimentos Eclesiais Juvenis e outras organizações ou expressões juvenis. E é nesse sentido que todos estão convidados a enviar contribuições, sugestões e revisões ao material. A sugestão é criar momentos de estudo para debater o conteúdo e enviar suas contribuições ao e-mail publicacoes@pj.org.br.

Nesse caminho de preparação à Ampliada Nacional da PJ, em 2014, e de estudo deste subsídio, além de receber as contribuições no e-mail, também haverá outros passos de avaliação e análise. Portanto, serão disponibilizados no site da PJ (www.pj.org.br) formulários para o envio de contribuições, a partir de fevereiro de 2012.

Durante o ENPJ foram distribuídos para todos os estados mais ou menos 18 mil exemplares da publicação. O objetivo é que cada diocese e cada grupo possam ter acesso à publicação, aprofundando-a em sua realidade. “No desejo e na esperança de que muitos possam ter acesso a essa obra e contribuam no seu aprofundamento e atualização nos grupos de jovens em toda realidade brasileira”, diz Pe. Maicon Malacarne, da Diocese de Erexim/RS
Todo este processo de impressão e distribuição da publicação foi feito em parceria com a Editora FTD, que além de apoiar esta iniciativa, também colaborou com o Encontro Nacional da PJ.

Além de tudo isso, a publicação contém em si um momento e uma época no percurso da caminhada da Pastoral da Juventude, rumo à construção do Reino de Deus. Um registro da identidade e da ação de uma pastoral movida pelo compromisso histórico com os jovens empobrecidos, sujeitos da novidade e dos direitos. 

A convocação da PJ é que todos e todas sejam multiplicadores da Boa-Nova e do material junto aos jovens, tratando-o como subsídio de estudo, contribuindo na formação dos jovens dos grupos e no processo a ser vivido até a Ampliada de 2014.

A convocação é antes um apelo a seguir juntos, na fidelidade ao projeto de Jesus, construindo sempre nossa história com muitas mãos e em mutirão.