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sexta-feira, 26 de abril de 2013

ORAÇÃO DOS CATEQUISTAS UNIDOS


Home Sobre o Autor Papa Francisco e a Teologia da Libertação

 Muitos se tem perguntado que pelo fato de o atual Papa Francisco provir da América Latina, seja um adepto da teologia da libertação. Esta questão é  irrelevante. O importante não é ser da teologia da libertação, mas da libertação dos oprimidos, dos  pobres e injustiçados. E isso ele o é com indubitável claridade.

Este, na verdade, sempre foi o propósito da teologia da libertação. Primeiramente vem a libertação concreta da fome, damiséria, da degradação moral e da ruptura com Deus. Esta realidade pertence aos bens do Reino de Deus e estava nos propôsitos de Jesus. Depois, em segundo lugar, vem a reflexão sobre este dado real: em que medida aí se realiza antecipatoriamente o Reino de Deus e de que forma o cristianismo, com o potencial espiritual herdado de Jesus, pode colaborar, junto com outros grupos humanitários, nesta libertação ncessária.

Esta reflexão posterior, chamada de teologia, pode existir ou não pois pode não haver pessoas que tenham condições de exrcer esta tarefa. O  decisivo é que o fato da libertação real ocorra.  Mas sempre haverá espíritos atentos que ouvirão o grito do oprimido e da Terra devastada e que se perguntarão: com aquilo que aprendemos de Jesus, dos Apóstolos e da doutrina cristã de tantos séculos, como podemos dar a nossa contribuição ao processo de libertação? Foi o que realizou toda uma geração de cristãos, de cardeais a leigos e a leigas a partir dos anos 60 do século passado. Continua até os dias de hoje, pois os pobres não cessam de crescer e seu grito já se transformou num clamor.

Ora, o Papa Francisco fez esta opção pelos pobres, viveu e vive pobremente em solidariedade a eles e o disse claramente numa de suas primeiras intervenções:”Como gostaria uma Igreja pobre para os pobres”. Neste sentido, o Papa Francisco, está realizando a intuição primordial da Teologia da Libertação e secundando sua marca registrada: a opção preferencial pelos pobres, contra a pobreza e a favor da vida e da justiça.

Esta opção não é para ele apenas discurso mas opção de vida e de espiritualidade. Por causa dos pobres, tem se indisposto com a presidenta Cristina Kirchner pois cobrou de seu governo mais empenho político para a superação dos problemas sociais que, analiticamete se chamam desigualdades, eticamente, representam injustiças e teologicamente  constituem um pecado social que afeta diretamente ao Deus vivo que biblicamente mostrou estar sempre do lado dos que menos vida tem e são injustiçados. 

Em 1990 havia na Argentina 4% de pobres.Hoje, dada a voracidade do  capital nacional e internacional, se elevam a 30%. Estes não são apenas números. Para uma pessoa sensível e espiritual como o bispo de Roma Francisco, tal fato representa uma via-sacra de sofrimentos, lágrimas de crianças famintas e desespero de paisdesempregados. Isso faz-me lembrar uma frase de Dostoiewski: ”Todo o progresso do mundo não vale o choro de uma criança faminta.” \
Esta pobreza, tem insistido com firmeza o Papa Francisco: não se supera pela filantropia mas por políticas públicas para que devolvam dignidade aos oprimidos e os tornecidadãos autônomos e participativos.

Não importa que o Papa Francisco não use a expressão “teologia da libertação”. O importante mesmo é que ele fala e age na forma de libertação.

É até bom que o Papa não se filie a nenhum tipo de teologia,  como a da libertação ou de qualquer outra. Seus dois antecessores assumiram certo tipo de  teologia que estava em suas cabeças e se apresentava como expressões do magistério papal. Em nome disso se fizeram condenações de não poucos teólogos e teólogas.

Está comprovado historicamente que a categoria “magistério” atribuída aos Papas é uma criação recente. Começou a ser empregada pelos Papas Gregório XVI (1765-1846) e por Pio X (1835-1914) e se fez comum com Pio XII (1876-1958).  Antes “magistério” era  constituído pelos doutores em teologia e não pelos bispos e pelo Papa. Estes são mestres da fé. Os teólogos são mestres da inteligência da fé. 

Portanto, aos bispos e Papas não cabia fazer teologia: mas testemunhar oficialmente e garantir zelosamente a fé crista. Aos teólogos e teólogas cabia e cabe aprofundar este testemunho com os instrumentos intelectuais oferecidos pela cultura em presença. Quando Papas se põem a fazer teologia, como ocorreu recentemente, não se sabe se falam como Papas ou como teólogos. Cria-se grande confusão na Igreja; perde-se a liberdade de investigação e o diálogo com os vários saberes.

Graças a Deus que o Papa Francisco explicitamente se apresenta como Pastor e não como Doutor e Teólogo mesmo que fosse da libertação. Assim é mais livre para falar a partir do evangelho, de sua inteligência emocional e espiritual, com o coração aberto e sensível, em sintonia com o mundo hoje planetizado.Que o Papa deixe aos tólogos fazer teologia e ele presida a Igreja no amor e na esperança. Papa Francisco: coloque a teologia em tom menor para que a libertação ressoe em tom maior: consolação para os oprimidos e interpelação às consciências dos poderosos. Portanto, menos teologia e mais libertação.
 
Autor: Leonardo Boff é autor de Teologia do cativeiro e dalibertação, Vozes 2013.

sábado, 20 de abril de 2013

7 ANOS DE CASADOS - BODAS DE LÃ OU LATÃO!!!!

Edite

Dia 21/04, dia muito especial: Nosso aniversário de casamento 
e nesta mensagem quero demonstrar a minha felicidade em fazer 
parte de sua história, construindo assim o nosso futuro, dividindo 
as alegrias e repartindo as tristezas, compartilhando 
mutuamente de uma deliciosa rotina.

Voltando os olhos para o passado, recordo-me do instante 
em que nos conhecemos, coração se acelerando e trazendo 
nas mãos o suor frio da expectativa.

O caminho em que percorremos até o altar muitas foram as descobertas
e os mistérios que se descortinavam diante do nosso amor.

O nosso sentimento era vivenciado por nós e pelos nossos verdadeiros amigos 
que nos incentivavam e nos aplaudiam.

Éramos como os personagens principais de um livro que íamos escrevendo aos poucos, momento a momento, beijo a beijo, olhar por olhar.

Todos além de nós acreditavam e confiavam em tudo que sentíamos 
um pelo o outro e assim vencemos os problemas os obstáculos e resistimos as tempestades que é normal em qualquer relacionamento a dois.

Atravessamos as barreiras do tempo e nos mantivemos firmes,
sólidos e inabaláveis nos ideais que sonhamos.

E é com o coração cheio de uma alegria indefinível que escolhi essa maneira de homenagear a nós dois pelo nosso aniversário de casamento.

Compartilhando essa felicidade intensa de paz e serenidade, é somente juntos que conquistaremos o que de melhor estiver resguardado para nós.

Parabéns para nós e que este nosso amor possa continuar enfeitando o nosso mundo com a sua beleza, grandeza e força mostrando que apesar de tudo vale à pena arriscar, vale à pena amar.

Feliz Aniversário de Casamento e toda felicidade do mundo para nós dois.
Obrigada por existir por fazer minha vida tão especial e por ter me dado os melhores dos presentes nossas Crianças: Rafael e Isabela! 

Que Deus nos abençoe!




quinta-feira, 21 de março de 2013

Quem acredita, sempre alcança

Hoje cedo estava vindo trabalhar e ao escutar a música do Renato Russo: “Quem acredita, sempre alcança”, comecei a refletir sobre a sua letra.


Todos nós temos os nossos sonhos, mas na maioria das vezes, achamos que não seremos capazes de realizá-los.

Na primeira dificuldade, preferimos desistir a tentar novamente.

É claro que não conseguiremos realizar todos os nossos ideais, mas antes de abandonarmos a luta, precisamos refletir.

Refletir se o que almejamos nos ajudará a evoluirmos espiritualmente.

Porque muitas vezes, nos deixamos envolver por falsas fantasias, paixões desenfreadas, vícios e tantos outros fatores que nos fazem trilhar o caminho errado.

Aí lá na frente, somos visitados pela dor e temos que refazer o caminho de volta.

Em outros casos, quando não conseguimos alcançar o que almejamos, questionamos a Deus o motivo.

Porém, devemos confiar, porque se algo não se concretizar, é porque não era para o nosso bem ou não estávamos preparados ainda para receber tal realização.

Quantas vezes, quando os sonhos não se realizam, sofremos, até nos revoltamos e mais tarde descobrimos que foi melhor assim ou quantos outros se realizam depois de um tempo, quando estamos mais amadurecidos e compreendemos muitas das lições que o Pai nos mandou.

Por isso, antes de mais nada, devemos avaliar os nossos desejos e ter a certeza que a sua realização não prejudicará nenhuma pessoa, principalmente a nós mesmos.

E nos momentos de aflição, procuremos nos lembrar da serenidade do Cristo que mesmo crucificado, não abandonou o seu ideal de amor.

Então, não abandonemos o nosso ideal.

Não deixemos que o sofrimento destrua a nossa alegria.

Que a descrença, petrifique os nossos sentimentos.

Que as dificuldades impostas pela vida, não nos façam abandonar a fé e a esperança.

Que o desalento não se torne maior que a coragem.

Que a dúvida não nos faça cruzar os braços.

Que a tempestade não tire a nossa vontade de viver um novo amanhecer.

Que a cegueira causada pelos ideais não realizados, não se prolongue, impedindo a compreensão e o encontro de novos e melhores horizontes.

E que a desilusão, não possa nos impedir de tentar novos vôos.

Ainda há muito para praticar.

Ainda há muitos sonhos a concretizar

Assim como novos objetivos a descobrir.

Ainda há muita coisa a ser compreendida em nossa vida.

Ainda há muitas noites para serem vividas.

Assim como milhares de instantes, para praticarmos a reflexão.

Nossa evolução espiritual é eterna.

E enquanto caminhamos rumo ao Pai, muito podemos realizar.

Basta acreditar.

Pois quem acredita, sempre alcança.

quarta-feira, 13 de março de 2013

PAPA FRANCISCO I


O Cardeal Jorge Mario Bergoglio, de 76 anos, é o novo Papa. 

Ele escolheu o nome Francisco I.

É o Papa de número 266 da Igreja Católica.

Os 115 Cardeais anunciaram a escolha do novo Pontífice nesta tarde às 15h05, horário do Brasil, com a fumaça branca que saiu da chaminé da Capela Sistina no Vaticano. 

O cardeal francês, protodiácono, Jean-Louis Tauran surgiu à janela da Basílica de São Pedro, às 16h10, horário do Brasil, para anunciar o nome do sucessor de Bento XVI, que renunciou ao pontificado no último dia 11 de fevereiro. 

O anúncio foi feito em latim, traduzido em português: 

'Anuncio-vos uma grande alegria, temos Papa: o Eminentíssimo e Reverendíssimo Senhor Cardeal da Santa Igreja Romana Jorge Mario Bergoglio, que escolheu o nome Francisco I.

O Papa concedeu a bênção apostólica 'Urbi et Orbi'; seu primeiro ato público como Papa. 

A decisão foi tomada depois de cinco votações realizadas pelos cardeais, uma ontem à tarde e outras quatro efetuadas hoje (duas de manhã e mais duas nesta tarde).

CONHEÇA O PAPA FRANCISCO I


O Cardeal Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, no dia 17 de dezembro de 1936, tem 76 anos. 

É o primeiro papa latino-americano, sacerdote da Companhia de Jesus, conhecido como Jesuítas e arcebispo de Buenos Aires, na Argentina desde 1998. 

Foi criado cardeal no Consistório de 2001 e foi eleito Papa no segundo Conclave do qual participou. 

Estudou e se diplomou como técnico químico. Ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus. Em 1960, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, em San Miguel. De 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel. Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969, pelas mãos de Dom Ramón José Castellano. 

Foi ordenado bispo no dia 27 de junho de 1992, pelas mãos de Antonio Quarracino, Dom Mario José Serra e Dom Eduardo Vicente Mirás. 

Foi criado cardeal no consistório de 21 de fevereiro de 2001, presidido por João Paulo II, recebendo o título de cardeal-presbítero de São Roberto Bellarmino.

Na Santa Sé, é membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, para o Clero, para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e da Pontifícia Comissão para a América Latina.