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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2014 (CONTINUAÇÃO)

O nosso testemunho
Poderíamos pensar que este «caminho» da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.
À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.
Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.
O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que fomos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.
Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.
Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser «tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo» (2 Cor 6, 10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!
Fonte: Página de News.va Português - www.facebook.com/news.va.pt?hc_location=timeline

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A QUARESMA DE 2014

«Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza» 
(cf. 2 Cor 8, 9)
Queridos irmãos e irmãs!
Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: «Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza» (2 Cor 8, 9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?
A graça de Cristo
Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo rico, Se fez pobre por vós». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, «esvaziou-Se», para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2, 7; Heb 4, 15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez conosco. Na realidade, Jesus «trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).
A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – «para vos enriquecer com a sua pobreza». Não se trata de um jogo de palavras, de uma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Batista para O batizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas o faz para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a «insondável riqueza de Cristo» (Ef 3, 8), «herdeiro de todas as coisas» (Heb 1, 2).
Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na beira da estrada (cf. Lc 10, 25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu «jugo suave» (cf. Mt 11, 30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua «rica pobreza» e «pobre riqueza», a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf.Rm 8, 29).
Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

CANÇÕES DE LOUVOR

Publicado em 17/02/2014 por Pedro Hummel
De cada 20 canções de louvor cantadas nos templos católicos e evangélicos 19 falam e cantam o louvor!
A solidariedade e a compaixão e a família raramente são celebradas nos templos. Os casais, pais e filhos, noivos, pobres e enfermos e a justiça social nunca são cantadas.
Isto, quando 130 dos 150 salmos cantam a libertação dos pobres e de um povo oprimido.
Canta-se voltado para o altar e raramente para o mundo lá fora sobre o qual se ora.
Na hora de orar os cantores pensam no mundo pecador. Mas, na hora de cantar esquecem de cantar as cruzes que o povo carrega.
A música religiosa católica e evangélica enveredou pelo funil do louvor e esqueceu os grandes temas bíblicos que os profetas celebravam!
É como se Isaías , Amós, Jeremias, Oséias e os Salmos não tivessem existido e só tivessem só cantado o louvores a Javé.
DE TAL MANEIRA A nova mídia religiosa entrou na música católica e pentecostal e evangélica , que na maioria das paróquias e seminários, e até das congregações e ordens com mística próprios e cantos próprios, o que ouve nas missas são as canções voltadas 97% para o louvor! Isto em todas as igrejas.
Os cristãos desistiram dos cantar a solidariedade e a compaixão! Vão na direção oposta os profetas libertadores.
Apenas abordam a libertação do coração pecador. Fome , violência , separações de famílias, crianças abandonadas, adolescentes sem educação, corrupção não se canta e não se exorta! Os profetas não fugiam destes temas! Os cantores cristãos dos últimos 30 optaram por não tocar nestes temas!
Família, ecumenismo, solidariedade, temas sociais, violência contra as mães, pais e filhos, enfermos, libertação, ecologia, nada disso é cantado, como se a Igreja só pudesse evangelizar com cantos de louvor!
Agem como se a compaixão pelos pobres, pelos enfermos e pelo dialogo em família não fossem uma forma de louvor!
Alguém tem que passar aos compositores e cantores de agora textos de Mateus 25, 31-46 ; Mt 7, 15-22 ; Mt 5, 23 e os salmos políticos e sociais para que se inspirem neles!
Liturgia não é só louvor. Também é teologia, sociologia, catequese familiar e compaixão.
Bastaria ver as leituras do dia, os salmos e os responsórios!
Quem os motivou essa moçada a só cantar louvores esqueceu de ensinar o louvor que clama em favor do pobre e do coração ferido!
Louvor sem compaixão é cruz de um só poste. Não tem os braços estendidos para as dores do povo!
Será que alguém vai me rebater e provar que estou enganado? Ou o que eu digo merece uma séria reflexão?
Padre Zezinho scj

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Ano novo, vida nova!

Que legal, ano novo, vida nova!

Será?

Mudou, de verdade, alguma coisa? 

Bem, temos a oportunidade de “ começar ” do zero. 

Começar tudo que foi tentado ano passado, e nos anos anteriores, e não foi levado a bom termo.

Mudar o ano, é fácil, um calendário novo, dias que vão sendo subtraídos, um por um, mas se não tivermos cuidado, novos 365 se passam e lá vem um novo ano, de novo!

“ Mas é preciso ter força.É preciso ter raça. É preciso ter garra sempre... ”

É isso! É preciso ter projetos, sonhos, alvos, mas tudo isso precisa de força, raça, gana, determinação, vontade, foco, caso contrário, pode manter a folhinha de 2013 na parede, porque será tudo igual.

Você deseja mesmo alguma coisa além disso? 

Lute por isso!!!

Vá atrás, se capacite, estude, acorde cedo, persevere, mude a maneira de falar, de se vestir, de olhar para as pessoas, de encarar a vida.

Pense em quantas vezes você fez um desvio em seus projetos. 

Malhava de noite e comia igual a um desesperado de dia? 

Ou comprou os jornais para arrumar um emprego, cortou os anúncios, até colou num papel (você é bem organizado), mas acordou as 10 da manhã! Pode?

E o emprego de seus sonhos, na empresa que você trabalha, mas que precisa estar cursando uma faculdade... e o ano passou, você enrolou o ano todo e não fez um vestibular sequer. 

Você acha que Deus vai quebrar princípios e te dar o lugar de quem estudou para aquela vaga? Não vai.

Ah! E os relacionamentos, como você os destruiu, e sofreu, e se culpou e prometeu mudar... mas no dia seguinte estava chutando as portas, gritando, chorando a toa, falando palavrões, ameaçando abandonar, gritando, acusando, traindo, espiando, vigiando, mentindo!

Quantas vezes você empurrou para longe uma pessoa que era uma possibilidade real, somente porque ela não cabia exatamente no formato que você tem na cabeça.
Mudar o ano não muda nada se você não mudar.

Projetos... Foco... Determinação... Busque o que deseja. 

Você não precisa ter pressa, ela nem sempre determina o sucesso, mas avance sempre, tenha todos os dias um pouco.

Seja o que for, você é capaz se der o passos certos, na direção certa.

Você tem 364 dias para batalhar e alcançar, e no final deste ano poder dizer que o ano foi muito bom.

Sucesso pra você.

sábado, 28 de setembro de 2013

CNBB lança subsídio virtual do DNJ



“Jovem: levante-se, seja fermento!”. O tema do Dia Nacional da Juventude 2013 chama a juventude à missão. E é com esse horizonte que grupos de jovens de todo o Brasil estão se preparando para o DNJ. Mas até que a celebração aconteça diversas atividades serão realizadas. Para contribuir nesses momentos de celebração a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude lançou o subsídio de preparação. Além de roteiro para três encontros, o livro traz o histórico do DNJ e uma proposta de celebração missionária.
A data é tradicionalmente celebrada pela Pastoral da Juventude no último final de semana de outubro. 
Em muitas dioceses do Brasil é a Pastoral da Juventude quem organiza o evento, que hoje é partilhado também com outros movimentos juvenis da Igreja. O material completo pode ser baixado no link abaixo. Utilize no seu grupo e faça o DNJ acontecer!