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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

São Sebastião é o santo mais popular na Arquidiocese


A padroeira principal da Arquidiocese de Montes Claros é Maria, Mãe da Igreja. Mas, se fosse produzido um levantamento da devoção popular a santos padroeiros e santas padroeiras de acordo com as 59 paróquias da Arquidiocese, esta centenária Igreja teria outro santo padroeiro. Este seria São Sebastião, cuja memória litúrgica a Igreja celebra no dia 20 de janeiro. Seis paróquias têm esse santo como padroeiro na Arquidiocese de Montes Claros. Talvez porque São Sebastião seja o santo protetor contra a fome e as pestes, e o Norte de Minas Gerais seja uma região onde a sobrevivência das pessoas sempre dependeu de muita oração e ação.

O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

Ao entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.

Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.

São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante de um imperador muito triste, porque era uma traição [ao Império]. Mas ele deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.

São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensar que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele.

Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288.

São Sebastião, rogai por nós

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Campanha da Fraternidade 2011

A cada dia que passa nos aproximamos mais e mais da Quaresma, palavra originada do latim que significa quadragésima, neste período dos quarenta dias que antecedem a festa ápice de todo o cristianismo que é a ressurreição de Jesus Cristo, que vence as trevas com sua morte e traz salvação ao povo com sua ressurreição, a Igreja Católica nos convida à conversão para celebrarmos dignamente a vitória da vida sobre a morte.

É neste período que a Igreja no Brasil representada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispo do Brasil), coloca em prática a Campanha da Fraternidade (CF), surgida no ano de 1964, com o objetivo geral de despertar a solidariedade de seus fiéis e de toda a sociedade em relação a um problema concreto que envolve toda a nação, buscando uma solução para o mesmo.

Neste ano de 2011, a Campanha da Fraternidade nos propõe o tema “Fraternidade de Vida no Planeta” e o lema “A criação geme em dores de parto” retirado da carta de São Paulo aos romanos no capítulo 8, versículo 22. Com este tema, bastante sugestivo e que se encaixa no nosso cotidiano, a CF 2011 vem nos trazer o seu objetivo em que “reflete a questão ecológica, com foco, sobretudo, no problema das mudanças climáticas. Ela se coloca em sintonia com uma cultura que está se expandindo cada vez mais, em todo o mundo, de respeito pelo meio ambiente e do lugar em que Deus nos coloca, não só para vivermos e convivermos, mas também para fazer deste o paraíso com o qual tanto sonhamos”, conforme destacou o secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa em uma entrevista coletiva concedida justamente para a apresentação dos materiais que serão utilizados neste ano para a ampla difusão do conteúdo ao Brasil



O cartaz desse ano, possui dois planos. Ao fundo observa-se uma fábrica que solta fumaça, poluindo e degradando o ambiente, deixando o céu plúmbeo, intoxicado e acinzentado.

A figura do rio com a água escurecida e suja representa também a parte natural sendo devastada, influenciando no aparecimento das enchentes e no aumento do nível do mar, ações estas provocadas pelo ato errado do homem.

Em contraste a isso, vemos em primeiro plano uma mureta, onde em meio à devastação ainda existe vida. Nela, um pequeno broto e um cipreste (hera), com suas raízes incrustadas, criando um microecossistema, ainda insistem em viver mesmo diante de um cenário áspero. Sendo, portanto, referência ao lema: "A criação geme em dores de parto" (Rm 8,22).

Apesar de todo o sofrimento que a criação enfrenta ao longo dos tempos, de todos os seus 'gritos de dor' – a vida rompe barreiras e nos mostra que ainda existe esperança, representada pela borboleta, que mesmo com uma vida curta, cumpre o seu importante papel no ciclo natural do planeta

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011


Senhor Deus, nosso Pai e Criador
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tendes por todos nós.
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.

Amém.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Ampliada Nacional reafirma missão e profetismo da Pastoral da Juventude

Plano de trabalho, secretaria nacional e comissão de assessores/as aprovados no último dia da Ampliada Nacional da PJ em Imperatriz, MA.

O último dia (15) da Ampliada Nacional da PJ realizada na cidade de Imperatriz, MA, iniciou inspirado na Mãe Maria que nos faz perceber na realidade o que é simples, possível e concreto. Os participantes reunidos desde o dia 8 de janeiro puderam reafirmar a exemplo de Maria o sim à vida, o sim à vida da juventude.
O período da manhã foi o momento de aprovação dos seis projetos nacionais: A Juventude Quer Viver, Teias da Comunicação, Mística e Construção, Caminhos de Esperança, Ajuri e Tecendo Relações. Sendo que o último é o mais novo dentro do conjunto de projetos da PJ. Foi também momento da plenária ouvir os candidatos a secretaria nacional: Francisco Crisóstomo – Thiesco (Norte 2) e Gabriel (leste 1).

Finalizando o período matinal os participantes estudaram em pequenos grupos o perfil, os critérios e as tarefas da Coordenação Nacional, Secretaria Nacional, Comissão Nacional de Assessores/as, representante no Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), coordenação da Campanha Nacional contra a violência e o extermínio de jovens e a representação na Comissão Colegiada do Setor Juventude da CNBB. Após o estudo, foram apresentadas em plenária as indicações dos grupos.

Terminada a tarefa de rever os serviços, os/as delegados/as foram convidados/as a reunirem-se por regionais e indicarem seis nomes para compor a Comissão Nacional de Assessores/as (CNA) do próximo triênio. A partir desse trabalho, a Coordenação Nacional (CN) e CNA atuais reuniram-se e finalizaram o processo de composição. Antes da aclamação da CNA, teve o momento de escolha do secretário nacional, em momento de profunda oração.

O óleo que unge os caminhantes, as flores que embelezam o caminho e os/as jovens discípulos/as missionários/as conduziram a Mãe Aparecida em todos os regionais e na votação dos/as 78 delegados/as presentes.
Hildete Emanuele, então secretaria nacional, fez a contagem dos votos acompanhada de Raquel Pulita (CNA) e de Ana Clara (Sul 1), chegando ao resultado de 37 votos para Gabriel Jaste e 41 votos para Francisco Crisóstomo – Thiesco. Logo em seguida, Hildete acolhe Thiesco, em gesto de beleza e unção, rogando a Mãe Aparecida que abençoe e interceda pelo trabalho a ser realizado frente à secretaria nacional da PJ e também agradece a disponibilidade de Gabriel. Hildete finaliza o momento agradecendo a CN e CNA, pelos três anos vividos em comunidade e amizade.

Num momento tão emocionante quanto outro, a juventude presente agradeceu a Hildete seu trabalho alegre e missionário, desbravador e ousado, assim como, a CNA presente, na pessoa de Raquel Pulita (Centro Oeste) e Renato Barbosa (Leste 2), entregando presentes, cartas, apresentando vídeos com imagens durante os três anos de serviço e também entregando uma bandeira com as mãos dos/as delegados/as, representando a juventude brasileira. Em seguida aclamou-se a nova CNA que nos próximos três anos será composta por: Alessandra Miranda (Centro Oeste), Pe. Wander Torres Costa (Leste 2), Ir. Joilson Toledo (Leste 2), Joaquim Alberto (Centro Oeste), Pe. Edson Thomassim (Sul 3) e Ir. Maria Couto (Norte 1). Tendo como assessor de transição, Renato Barbosa.

Finalizou-se o dia com a celebração eucarística de envio, presidida por dom Vilson Basso, bispo de Caxias/MA e referencial da juventude do regional Nordeste 5. Em sua homília, dom Vilson retomou os três medos da juventude: de morrer, de ficar desconectado e de sobrar, fazendo assim a ligação com os projetos nacionais assumidos nessa Ampliada Nacional. Destacando que o trabalho da Pastoral da Juventude é essencial para que a juventude brasileira possa ter vida, esteja conectada com o mundo e que possibilite a inclusão nos diversos cenários existentes. Ao final da celebração enviou os/as delegados/as para suas terras com a missão de anunciar a Boa Nova da vida da juventude e da Pastoral da Juventude, a Boa Nova de Jesus Cristo.

A Ampliada Nacional de Imperatriz foi com certeza um marco na história da Pastoral da Juventude, pela intensidade dos momentos vividos, sejam eles de oração, celebrações, trabalhos de grupos e assessorias temáticas. A sintonia dos presentes e o interesse em construir juntos foi com certeza algo que deu um tom a mais para a atividade. O trabalho de comunicação fortaleceu a sinergia com a juventude e a Igreja do Brasil, divulgando diariamente nos meios eclesiais e sociais os acontecimentos da Ampliada. Foram transmissões ao vivo de diversos momentos, divulgação de fotos e vídeos, elaboração de textos. A Ampliada Nacional recebeu centenas de mensagens vindas de todo o país, bispos, padres, religiosos/as, assessores/as, jovens, organizações eclesiais e sociais e também de pessoas fora do país que acompanharam o evento pela internet.
Em breve, será concluído o relatório da Ampliada e divulgado para os/as delegados/as e em nossos meios de comunicação, assim como os outros materiais elaborados durante a atividade, os projetos nacionais, vídeos com entrevistas e momentos do evento, áudio de assessorias e outras novidades.

Desta forma, a Pastoral da Juventude Nacional agradece a participação presencial e virtual de todos/as que fizeram a Ampliada Nacional de Imperatriz acontecer. Que agora possamos fazer ecoar a luta pela vida da juventude, com muita missão e profetismo, reafirmando que o desejo da PJ é a vida de nosso povo, a vida dos/as das jovens (Est 7,3).


Conheça um pouco sobre o novo Secretário Nacional da PJ:

Francisco Crisóstomo (Norte 2): mais conhecido como Thiesco, piauiense, leigo, solteiro, 24 anos, reside em Marabá, cidade do interior do estado do Pará. Possui graduação em Sistemas de Informação e atualmente cursa Ciências Sociais pela Universidade Federal do Pará. Participa da Coordenação Regional da Pastoral da Juventude no Regional Norte 2 da CNBB.



Conheça um pouco sobre os/as novos/as integrantes da Comissão Nacional de Assessores/as da PJ:

Alessandra Miranda de Souza (Centro Oeste): goiana, leiga, 33 anos. Graduanda em Letras. Atualmente é assessora da PJ no regional Centro Oeste e colabora na equipe da Casa da Juventude Pe. Burnier em Goiânia, GO, como coordenadora do núcleo de formação, assessoria e pesquisa e dos projetos de cidadania, economia solidária e da campanha "A Juventude quer viver".

Pe. Wander Torres Costa (Leste 2): mineiro, padre diocesano, 33 anos. Possui graduação em filosofia e teologia, é mestre em Extensão Rural. Assessorou as Pastorais da Juventude do Regional Leste 2 e o Setor Juventude Nacional da CNBB. Atualmente é assessor da PJ na Arquidiocese de Mariana, MG e pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima em Viçosa, MG.

Ir. Joilson de Souza Toledo (Leste 2): carioca, irmão marista, 33 anos. Possui formação em Gestão Pastoral. Participou da equipe do Instituto de Pastoral da Juventude do Leste 2, colaborou na assessoria da PJ do regional Leste 2 e em outros estados, foi diretor do Centro Marista de Juventude de Belo Horizonte, MG. É formador de comunidade religiosa em Belo Horizonte.

Joaquim Alberto Andrade Silva (Centro Oeste): carioca, leigo, 28 anos, possui graduação em Comunicação Social, bacharel em Publicidade e Propaganda. Participou da equipe de assessoria da Pastoral da Juventude Estigmatina e do Centro de Capacitação da Juventude. Hoje assessora a equipe do projeto nacional Teias da Comunicação e colabora na equipe da União Marista do Brasil em Brasília, DF.

Pe. Edson André Cunha Thomassim (Sul 3): gaúcho, padre, 33 anos. Possui graduação em filosofia e teologia, é especialista em adolescência e juventude no mundo contemporâneo. Membro da coordenação da Fraternidade Apostólica da Boa Nova – FABN, assessor da PJ na diocese de Novo Hamburgo, RS, participante do grupo fundador da ONG Trilha Cidadã, é pároco da Rede de Comunidades São João Batista em São Leopoldo, RS.

Ir. Maria Couto (Norte 1): paranaense, religiosa, 41 anos. Missionária do Santo Nome de Maria. Possui graduação em Psicologia e iniciando a pós-graduação em MBA gestão de pessoa, orientação vocacional com ênfase em coaching. Foi assessora da PJ em algumas cidades/dioceses e também é assessora executiva da CRB Regional Amazonas e Roraima. Atualmente está como Coordenadora do Serviço de Animação Vocacional – Arquidiocese de Manaus, AM.


Autor/Fonte: Teias da Comunicação

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os seis sentidos do catequista


Todos nós aprendemos na escola quando ainda éramos pequenos que o ser humano tem cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Todos nós aprendemos um pouco mais grandinhos, pela cultura popular que existem pessoas que tem o sexto sentido, principalmente as mulheres.

Pois bem, hoje vou apresentar os seis sentidos dos catequistas, o que não muda muito do que já conhecemos, mas digamos que será um novo olhar sobre aquilo que é importante para nós.

Visão: Comecemos com a visão, enxergar é um dom de Deus, conseguir ver o sorriso das pessoas que amamos, as cores das coisas que nos cercam, a felicidade do mundo é de grande valor pra quem enxerga e mais ainda para quem não enxerga.

A grande essência da visão que eu proponho está exatamente naquilo que quase ninguém consegue ver. Enxergar com os olhos de Deus é o grande segredo para nós catequistas, conseguir ver o seu catequizando com olhos divinos lhe dará a chance de ver o que ele esconde, de ver o que ele quer te dizer, mas não consegue. Muitas vezes encontrei vários catequizandos que tinham medo, vergonha, dúvida e que somente com um olhar específico neles, consegui enxergar essas coisas. Cabe ao catequista ter esse olho divino pra enxergar o escondido, o oculto, assim como Jesus.

Audição: Ouvir é sempre importante, diz o ditado popular que devemos falar menos e ouvir mais, por isso Deus nos deu dois ouvidos e uma boca.

A verdade é que aprendemos muito mais ouvindo do que falando, ouvir é uma atitude humilde, inteligente e prudente. Muitas vezes poderíamos economizar uma discussão se ouvíssemos mais. Muitas vezes é muito mais valioso você parar para ouvir o seu catequizando do que ficar falando o que pra ele, muitas vezes, não serve. Ouvir também é catequizar, ouvir é estar a serviço daquele que precisa de alguém para desabafar, colocar pra fora aquilo que o aflige, que atormenta e que corrompe. Quantas vezes nós não queríamos somente uma pessoa para ouvir os nossos problemas?

Olfato: O cheiro é sempre indício de algo que aconteceu ou que está acontecendo. Quando você sente o cheiro de fumaça é porque há fogo, quando você sente cheiro de cigarro é porque alguém está fumando, quando você sente o cheiro da comida é porque é hora de comer. Dessa forma nós vamos identificando com o nosso olfato aquilo que é bom, aquilo que é ruim, enfim, o olfato sempre nos dá a percepção da realidade.

Diz um provérbio chinês que fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem colhe flores! Pois bem, o perfume do evangelho deve exalar dos nossos poros, da nossa vida, das nossas experiências, da nossa boca, do suor do dia-dia que a cruz nos faz transpirar. As pessoas devem saber, pelo nosso cheiro, que somos jardineiros do céu!

Paladar: Ah, o paladar! Como é bom sentir o gosto das coisas, como é bom sentir o doce do chocolate, como é ruim o azedo do limão, enfim, como é bom sentir o gosto... Como é bom saber o gosto das pessoas, saber se elas são amargas, azedas, doces, ácidas ou sem gosto algum.

Qual o seu gosto? Você é aquele catequista sem graça, sem gosto, inçoso, sem importância, ou eu sou aquele catequista salgado demais, insuportável, que deixa a gente fazendo cara feia? Qual o gosto dos seus catequizandos, que gosto os agrada, que gosto ele querem provar? Você já conseguiu experimentar com seus catequizandos o gosto do Reino de Deus, o gosto do céu?

Tato: O Tato está ligado ao maior órgão do corpo, a pele! E nunca conseguimos nos imaginar vivendo sem o tato. Talvez você conheça alguém que não enxergue, que não ouça, que não sinta cheiro, mas que não tenha tato é muito raro.

Imagine você, não poder sentir o toque do beijo da sua amada, ou do seu amado. O carinho daquele que te ama, um abraço amigo, o arrepio do medo, a refrescância da água do chuveiro nos dias quentes, o calor do cobertor nos dias frios, tudo isso é muito gostoso e traz à tona a nossa sensibilidade.

E sensibilidade é algo que o catequista precisa ter. Muito além de formação, oração, perseverança, o catequista precisa ser sensível. Pois é a sensibilidade que faz com que você sinta no seu catequizando, a graça de Deus, o processo da conversão, a eficácia da oração, o medo de fazer uma pergunta, a dúvida de uma questão mal entendida, etc. O catequista precisa, pela sua sensibilidade, ter um olhar diferente, um toque diferente, um falar diferente, um sentir diferente. E mais, é pela sensibilidade que se entende os sacramentos, por que sacramento é sinal sensível da graça de Deus e é só por meio de uma sensibilidade, também humana, que se pode vivenciar os sacramentos.

O sexto sentido: Chegamos enfim, no último sentido dos catequistas. Esse não é um sentido humano, é espiritual. Ou melhor, é o sentido que nos leva ao espiritual. O sexto sentido é a TRANSCENDÊNCIA. É o poder de nos elevarmos, de chegarmos a Deus, é o que nos faz distinguir dos outros seres da terra. O poder de sermos divinos, como imagem e semelhança de Deus. É a capacidade que temos de nos encontrarmos com Deus e assim, VER, OUVIR, SENTIR, CHEIRAR e PROVAR DEUS. Só é permitido ter esses outros sentidos humanos já colocados aqui nessa reflexão se pudermos transcender até Deus.
Quando o padre diz na missa: “Corações ao alto!”, nós respondemos: “O nosso coração está em Deus!”, ou seja, estamos dizendo que estamos elevando nosso coração até o céu, até o divino, onde se encontra Deus.

Transcender é preciso, o catequista que não transcende não consegue conjugar a inspiração do céu com a transpiração do dia-dia. E o grande motor, que nos faz transcender é a Fé! Dessa forma, somente pela fé é que conseguimos nos elevar, viver em graça, viver o céu aqui na terra e sermos sal, fermento e luz para os nossos catequizandos.


FERNANDO LOPES
Arquidiocese de Cuiabá - MT