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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

MÊS VOCACIONAL

Ide e fazei discipulos entre todas as nações!
Mt 28, 19



Todos os anos, em agosto, a Igreja no Brasil celebra o Mês Vocacional, com uma temática específica. Este ano, somos convidados a refletir, rezar e a dinamizar o Mês Vocacional, lembrando do chamado que cada um de nós recebeu no dia do nosso batismo. Se, por um lado, o Mês Vocacional é um tempo propício para o reavivamento da chama da nossa vocação, por outro lado, é também um tempo propício para animar e conduzir os irmãos e as irmãs a assumirem verdadeiramente a sua vocação batismal. A verdadeira felicidade está em descobrir a vocação, que nasce da abertura da porta do coração a Deus para que entre e faça nele a sua morada.

Iluminados e impulsionados pelo “eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8), da CF-2013, e pelo “ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19), da JMJ, percebemos a necessidade de uma intensificação e de uma retomada do trabalho vocacional em muitas partes do Brasil. A 
crise é real, grande e profunda, mas também está faltando uma palavra viva, forte, clara e eficaz que fale e cale bem no fundo do coração dos mais jovens na fé. Mais do que trabalhos vocacionais isolados, precisamos urgentemente juntar força, trabalhar e rezar juntos ao 
Senhor da messe que envie muitas, boas e santas vocações para todasas Igrejas e para todas as missões.

Pensando nisto, oferecemos gratuitamente estas Celebrações Vocacionais, elaboradas, com amor e carinho, no intuito de ajudar a dinamizar ainda mais o Mês Vocacional. Para isto, pedimos que juntem as juventudes, os movimentos, as pastorais, as novas comunidades, os 
animadores e as animadoras vocacionais e tantos outros grupos que queiram fazer uma experiência concreta de promoção vocacional e de verdadeira vocacionalização de todos e de todas neste Mês Vocacional.Rezemos com e pelos ministros ordenados para sejam místicos e mestres da oração; rezemos com e pelas famílias para que sejam berços da fé; rezemos com e pelas pessoas de vida consagrada para sejam sinais e presenças do Reino de Deus no mundo; rezemos com e pelos cristãos leigos e leigas para que sejam operários e operárias na vinha do Senhor na nova evangelização; rezemos com e pelos(as) catequistas para que sejam aprendizes, discípulos- missionários da escola de Jesus. Dobremos todos e juntos os joelhos diante de Jesus, na Eucaristia, pedindo por todas as vocações que a Igreja precisa para a sua missão. 

Peçamos a Maria, Mãe das Vocações, que interceda, com seu olhar maternal, pelas nossas vidas e nossas vocações, a fim de que os nossostrabalhos de “fazer discípulos entre todas as nações” sejam eficazes e se tornem realidade, para que possamos contemplar, fazer e viver a vontade de Deus

Com minha bênção,

Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas e Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

A catequese que sabe ouvir a Igreja

Nada do que a Igreja pede a seus fiéis será efetivamente parte da consciência da comunidade católica se não for incluído na catequese. Quase todos nós já passamos pela embaraçosa experiência de lidar com pessoas que acham que estão defendendo a nossa Igreja quando estão de fato afirmando coisas que não combinam com o ensino católico oficial. Para deixar cada um a par do que a Igreja realmente deseja, os catequistas precisam conhecer o que está em nossos documentos mais importantes. Sabemos que esse conhecimento ás vezes fica difícil porque nossa Igreja tem uma quantidade imensa de documentos, nem sempre numa linguagem acessível a todos os fiéis. Por isso, os encarregados da formação devem comunicar o essencial em linguagem simples, num espírito de pastoral de conjunto, que não deixe de fora nenhum aspecto importante do conjunto da mensagem. Nesse conjunto, muitas vezes a parte referente a ecumenismo e diálogo inter-religioso fica excluída, seja por simples desconhecimento, seja por considerar que não se trata de algo realmente importante, seja até porque se acha que o catequista ainda não está preparado para uma reflexão mais ampla. Muitos consideram ecumenismo como um problema, em vez de encará-lo como parte da missão e da vivência dos católicos.

E aí temos duas conseqüências negativas: 1) o catequizando fica sem condições de lidar com o inevitável convívio com pessoas de outra Igreja ou religião; 2) o mundo acaba desconhecendo que a nossa Igreja tem um posicionamento bonito, maduro, fraterno em relação a esse assunto.
Então lembremos algumas afirmações da Exortação Apostólica de João Paulo II Catechesi Tradendae (A catequese no nosso tempo, de 1979):
· “A catequese, de fato, não pode ficar alheia a esta dimensão ecumênica, uma vez que todos os fiéis, cada um segundo as suas capacidades próprias e a sua situação na Igreja, são chamados a participar no movimento para a unidade”. CT 32

Pensemos no que aí se diz: cada um deve participar de acordo com a sua situação. Uma criança, por exemplo, não vai participar de discussões teológicas sobre a questão ecumênica. Mas precisaria saber como deve lidar com seu colega de escola que pertence a outra Igreja ou com algum parente que tem um posicionamento religioso diferente do seu. Um adulto deve ser preparado para esse mesmo tipo de convívio no seu trabalho ou na vizinhança.
 “... é sobremaneira importante fazer uma apresentação correta e leal de outras Igrejas e comunidades eclesiais, das quais o Espírito de Cristo não recusa servir-se como de meios de salvação; e entre os elementos e os bens, tomados em conjunto, com que a Igreja se edifica e é vivificada, alguns e até muitos e muito importantes podem existir fora dos limites visíveis da Igreja Católica.” CT 32

Para fazer essa “apresentação correta e leal” temos que conhecer a outra Igreja sem preconceitos, procurando entender os sentimentos de quem dela participa. Podemos fazer isso sem medo de estar diminuindo em algum nivel o valor da nossa própria tradição de fé. Não é uma postura perigosa para o diálogo: pelo contrário, se a pessoa da outra Igreja souber que a nossa doutrina oficial reconhece esses valores, ficará bem menos motivada a nos agredir, procurará até alguma coisa boa para dizer sobre nós. Afinal, só uma Igreja segura, séria e generosa ousaria assumir tal posicionamento.
O próprio documento do papa reconhece isso quando diz:
 Entre outras coisas, uma tal apresentação ajudará os católicos, por um lado a aprofundarem sua própria fé e, por outro lado, a melhor conhecerem e estimarem os outros irmãos cristãos, facilitando assim a procura em comum do caminho para a plena unidade na verdade total. Ela há de ajudar também os não-católicos a melhor conhecerem e apreciarem a Igreja Católica e a sua convicção de ser o “meio geral de salvação”. CT 32
O que se diz aí é que o “desarmamento” faz bem aos dois lados e, ainda por cima, ajuda as Igrejas na busca do atendimento àquele importante pedido de Jesus, que desejava que seus seguidores fossem um, como ele e o Pai eram um.

Então está tudo resolvido? Evidentemente não. As Igrejas ainda têm que dar muitos passos para curar as feridas da separação, resolver questões doutrinárias e buscar formas aceitáveis de cooperação. Por isso, o papa também lembra:
· “A comunhão de fé entre os católicos e os outros cristãos, no entanto, não é completa e perfeita; existem mesmo, em alguns casos, profundas divergências. Por conseqüência, esta colaboração ecumênica é por sua própria natureza limitada:ela não poderá nunca significar uma redução a um mínimo comum”. CT 33

Fazer de conta que não há problemas não leva a um caminho satisfatório. Sentir a dor da separação pode ser até uma boa motivação para continuar buscando uma unidade cada vez mais visível e próxima da plenitude. Fazer tudo isso com respeito pelo outro, fidelidade à sua própria identidade e, principalmente, desejo de atender ao pedido de Jesus pode nos envolver num trabalho emocionante cujos frutos nos darão muita alegria.

Therezinha Cruz

Postado por Bíblia e Catequese

terça-feira, 30 de julho de 2013

Trilha sonora oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013)





Agora, além de escutar a trilha sonora oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013), também é possível aprender as letras e partituras das 15 faixas do CD “No Coração da Jornada”. Os vídeos foram elaborados de maneira simples e já estão disponíveis.


As músicas do CD serão tocadas na Missa de Envio e nos demais Atos Centrais. “No Coração da Jornada” foi lançado em maio e está sendo vendido nas lojas Americanas. O valor das vendas do produto será revertido para contribuir com os custos da Jornada.


Grandes nomes da música católica participaram do CD, que conta com a música “Seja Bem-vindo”, composta pelo padre Fábio de Melo especialmente para o Papa Francisco.


Interpretam as músicas Adriana Arydes, Anjos de Resgate, Celina Borges, Cristiano Pinheiro, Davidson Silva, Dunga, Eliana Ribeiro, Eros Biondini, Eugênio Jorge, Guilherme Sá, Irmã Kelly Patrícia, Leandro Souza, Luiz Carvalho, Márcio Pacheco, Missionário Shalom, Olívia Ferreira, Padre Fábio de Melo, Padre Gleuson Gomes, Padre Juarez de Castro, Padre Marcelo Rossi, Padre Omar, Padre Reginaldo Manzotti, Ricardo Sá, Suely Façanha, Walmir Alencar e Ziza Fernandes.
Estão disponíveis também para download as Cifras e Partituras do CD.
Acesse aqui os videos com as cifras do CD:
Fonte: site JMJ

Papa Francisco: “Eu sou filho da Igreja”

No fim da tarde de domingo, o Papa Francisco se despediu do povo brasileiro. Com a alma “cheia de recordações felizes”, o Santo Padre declarou já começar “a sentir saudades”.

Com certeza, não é só Sua Santidade que sentirá falta do Brasil. Nós também não esqueceremos esta visita do sucessor de São Pedro à nossa nação, que nos trouxe palavras de alento, conforto e esperança, mas, ao mesmo tempo, apelos de compromisso e de responsabilidade – como no discurso aos voluntários da Jornada, quando o Papa pediu aos jovens “a coragem de ir contra a corrente”, contra a “cultura do provisório, do relativo”.

É importante que estas mensagens do Sumo Pontífice encontrem terreno fértil em nosso coração, mas também se deve tomar muito cuidado com a leitura que a mídia tem feito de suas declarações. Quando vão falar sobre a fé e sobre a Igreja, muitos de nossos jornalistas e teólogos – ou, simplesmente, de nossos formadores de opinião – estão mais preocupados com a promoção de sua agenda progressista que com os valores cristãos propriamente ditos. Assim, uma palavra dita pelo Papa num contexto é imediatamente jogada nas manchetes e, então, de repente, a Igreja teria mudado sua doutrina ou negociado seus princípios morais.
Durante o voo de regresso a Roma, apesar do cansaço, o Papa Francisco decidiu conceder uma entrevista aos jornalistas presentes no avião. O Pontífice abordou temas espinhosos; entre eles, a questão da homossexualidade. Não falou nada de novo em matéria moral: “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-lo? O Catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados na sociedade.”
No entanto, vários portais de notícias comemoraram o que parecia ser a “habilitação” do ato homossexual. Nada mais falso. Basta ler o trecho do Catecismo ao qual o próprio Papa remete, demonstrando continuidade com o ensinamento moral da Igreja. Trata-se do seu parágrafo 2358:
“Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.”
Traduzindo: a Igreja continua condenando o pecado, não o pecador. E, justamente porque o ama, chama-o à conversão, à castidade. Por causa de sua condição, eles não devem ser injustamente discriminados, mas tratados com respeito e dignidade. Este é o ensinamento da Igreja e esta é a referência do Papa.
Outro momento da mesma entrevista ilustra muito bem este compromisso de Francisco com a fé e a moral católicas. Perguntado sobre sua opinião frente a questões como o aborto ou o “casamento” gay, o Santo Padre disse: “A Igreja já se expressou perfeitamente sobre isso”. O jornalista, insistente, queria saber a posição do Papa. Ele foi ainda mais enfático: “É a da Igreja, eu sou filho da Igreja”.


Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
Site: http://www.bibliacatolica.com.br/blog/igreja/papa-francisco-eu-sou-filho-da-igreja/?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+bibliacatolica+%28B%C3%ADblia+Cat%C3%B3lica+News%29#.Uff0utKR_sY

terça-feira, 23 de julho de 2013

Primeiro discurso do Papa no Brasil

discursopapa22.07O Papa Francisco iniciou o seu discurso, em português, ressaltando que a Providência o quis conduzir na sua primeira viagem internacional, à sua amada América Latina, precisamente ao Brasil “nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro”.
 Após, pediu “licença para entrar no coração dos brasileiros, revelando o que veio trazer ao Rio”:

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta. Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”
Após o Papa saudou com deferência a Presidente Dilma Roussef e as autoridades presentes, agradecendo a acolhida e as palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela sua presença no Brasil. O Santo Padre dirigiu então uma palavra de afeto aos seus irmãos no Episcopado, “sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas Igrejas Particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor”.
O Papa observou que a sua presença no Brasil, transcende as fronteiras do país, pois veio para a Jornada Mundial da Juventude: “Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem aconchegar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’”.
E acrescentou, “Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos”.
O Papa disse ter a consciência de que, ao falar aos jovens, fala também “às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações”. E complementou:
Os pais costumam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta”.
O Papa ressaltou que a juventude “é a janela pela qual o futuro entra no mundo” e, por isso, impõe grandes desafios. “A nossa geração – disse Francisco - se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e co-responsável do destino de todos”.
Ao concluir, o Santo Padre pediu a todos a “delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençôo. Obrigado pelo acolhimento!”.

Texto proveniente da página http://pt.radiovaticana.va/news/2013/07/22/papa_francisco_está_no_brasil_para_a_jmj_rio_2013/bra-712823
do site da Rádio Vaticano