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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FESTA DE CRISTO REI


Não nos é fácil entender a realeza de Cristo com os olhos deste mundo. Estamos, como Pilatos, diante de um homem que é trazido a julgamento porque se fez Rei. “Então es tu rei?” Sequer entendemos o que pode significar ser rei, senão como o senhor absoluto, o dominador e não um julgado à morte.

E, no entanto, a resposta de Jesus é afirmativa. E conclusiva:”para isso nasci e para isto vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. E quem é da verdade escuta minha voz.” (Cf. Jo.18, 33-37).

Em outra passagem do Evangelho, diz que os poderosos deste mundo querem mandar e serem servidos.”Mas entre vós não deverá ser assim. Ao contrário aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja aquele que serve…Deste modo o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos “(Cf. Mt.20, 25-28)

Como, então entender esta realeza que se marca pelo serviço e que tem na fronte uma coroa de espinhos e, por trono, o patíbulo da cruz?

Marcada pelo pecado do orgulho, a humanidade quis prescindir da verdade e dominar pela soberba. Rejeitou a Deus e tenta sujeitar a si todas as coisas, escravizando-as. Transtornou a ordem do universo que, contra ela se revoltou –“A terra produzirá para tí espinhos e cardos e comerás a erva dos campos. Com o suor do teu rosto comerás o pão”(Cf. Gen 3, 18)

Só a Verdade nos libertará (Cf. Jo.8, 32), quando reconhecendo a majestade divina, voltarmos à ordem da criação.Para restaurar a beleza deste universo, Cristo, ao entrar no mundo, como nos ensina a Carta aos Hebreus, disse:”Eis-me aqui, eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”(Cf. Heb.10, 7).

Reconhecendo a soberania de Deus, as criaturas se abrem entre si no amor e no serviço de reconstrução da dignidade perdida

Por isso Cristo se ofereceu na ara, no altar da Cruz, no vértice da História, ungido com o óleo da alegria e da exaltação, apagando com seu sangue o pecado e estabelecendo um novo reino, uma nova terra, um reino de santidade e de vida, de justiça, de amor e de paz, para o qual nós caminhamos cada dia, com o auxílo da graça, no esforço de cumprimirmos a vontade de Deus no serviço e amor aos irmãos.

Todo este trabalho, unido ao sacrifício de Cristo, não tem comparação, como nos ensina S. Paulo, com a glória que vai se revelar em nós, pela qual anseia toda a natureza na esperança de também ela ser libertada da escravidão da corrupção para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus (Cf. Rom. 8,18).

O patíbulo dos condenados se tansformou no trono de glória. Santo Agostinho, no seu ardor de convertido, exclama que hoje a cruz encima os mais altos edifícios e se sobrepõe na coroa dos reis que a ela se submetem.E a Igreja num dos mais belos hinos sobre a bandeira da Cruz, canta, solene e vitoriosa, que o Senhor reinou pela cruz.

“Este sinal da cruz”, reza o capítulo 12, do Segundo Livro da Imitação de Cristo, “estará no céu, quando o Senhor vier julgar. Então todos os servos da cruz, que conformaram sua vida com o Crucificado, acorrerão ao encontro de Cristo, com grande confiança”.

Neste dia, quando Cristo se assentar para o julgamento final, Ele entregará ao Pai o Universo restaurado na graça e os redimidos irão com Ele para a glória: “A realeza do mundo passou agora para Nosso Senhor e seu Cristo e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Cf. Apoc. 11, 15.)

O Reino de Cristo, não é um Reino passageiro e temporal. É um Reino eterno e universal que faz a humanidade caminhar ao encontro da sua perfeição e dignidade e com ela toda a criação. Vi, então um novo céu e uma nova terra, porque “Agora realizou-se a salvação e a realeza de nosso Deus e a autoridade de seu Cristo.(Cf. Apoc.12,10).

DOM EURICO DOS SANTOS VELOSO
ARCEBISPO METROPOLITANO DE JUIZ DE FORA, MG.

Dia Nacional da Consciência Negra



O dia 20 de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data foi criada pelo Movimento Negro Unificado e é comemorada desde a década de 70.

Em algumas cidades, como o Rio de Janeiro e São Paulo, o dia 20 de novembro é feriado.

Por que comemorar o Dia da Consciência Negra?

Para valorizar nossas raízes africanas e refletir sobre a situação dos afro-descendentes no Brasil e sobre o que fazer para melhorá-la. Um dia para lembrar que somos todos iguais e que devemos respeitar as nossas diferenças.




Depois da abolição da escravatura, em 1888, que acabou oficialmente com a escravidão no Brasil, o sofrimento dos ex-escravos e seus descendentes continuou, e existe até hoje. Eles foram simplesmente abandonados. Os fazendeiros e os governantes do Brasil preferiram chamar os imigrantes europeus a contratar os ex-escravos.

Hoje em dia a injustiça continua. Basta ver a diferença salarial entre brancos e negros e o número de pobres negros. No Brasil, um trabalhador branco ainda ganha mais do que o trabalhador negro na mesma função. A situação da mulher negra é ainda pior, pois ela ganha menos que todo mundo, segundo as estatísticas. O índice de negros que não têm acesso ao emprego, saúde e educação ainda é muito grande.



Os quilombos

Os quilombos surgiram como refúgio dos escravos que fugiam para ficarem livres da escravidão.

Os quilombros eram formados em locais distantes e de difícil acesso. Lá, os negros viviam com liberdade e o fruto do trabalho era de cada um. Os quilombos eram constantemente atacados, mas centenas deles conseguiram sobreviver.

Situação atual dos quilombos

Ate hoje existem muitos quilombos e mocambos por todo pais. Essas populações quilombolas lutam pelo reconhecimento e pela posse da terra que vivem.

Diz a Constituição de 1988

"Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir os títulos respectivos"
(Art. 68 do ADCT, Constituição brasileira, 1988)

O Ministério Publico Federal tem atuado em defesa dos direitos dos quilombolas e para o cumprimento do que diz a Constituição.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CADASTRE SEU GRUPO DE JOVENS!‏





Dia da memória de um amigo!

Vamos girar o mundo...


Olá meninos e meninas que constroem a Pastoral da Juventude...

Como estão? Tudo bem?

Hoje escrevemos para vocês com a missão de chamá-los/as para uma nova ação: CADASTRAR OS GRUPOS DE JOVENS DE PJ NO BRASIL. Isso mesmo, queremos, convocá-los/as a exercerem essa tarefa, cadastre o seu grupo de jovens com as informações que são solicitadas, no site da PJ (www.pj.org.br).

Faremos uma força-tarefa para registrar o maior número possível de grupos, entre os dias 17 a 23 de novembro de 2010. Por que essa data? Ela faz história, pois é o dia que lembramos de Pe. Gisley Azevedo Gomes, foi o dia do seu nascimento, neste 17 de novembro, ele completaria 33 anos de idade, não fosse o assassinato ocorrido em junho de 2009. Queremos a partir da sua convocação de girar o mundo e gritar o basta à violência e ao extermínio de jovens, visibilizando a nossa ação nas bases, a partir dos grupos de jovens que se reúnem e mantém sua espiritualidade, seu jeito, sua opção pelo Reino, seu compromisso com a vida.

Você pode estar agora se perguntando “Como faço para cadastrar meu grupo?” É simples e prático... No mapa da página inicial do site www.pj.org.br, já visualizará alguns grupos, porém ainda temos muitos por este Brasil... Para cadastrar, basta clicar na palavra “cadastro” que está logo acima do mapa e preencher os dados solicitados, clicar em “Enviar Cadastro” e aí já está pronto! Viu como é fácil? Contamos com a participação de cada um/a.

Façamos juntos mais essa etapa de construção da história da juventude brasileira, juventude católica, discípula missionária, seguidora de Jesus Cristo e reconhecida em cada irmão, em cada irmã empobrecida. Sejamos sujeitos desse momento. Sejamos o presente!

Amém, axé, auerê, aleluia!

Abraços,

Coordenação Nacional e Comissão Nacional de Assessores/as da Pastoral da Juventude
Projeto Teias da Comunicação


THIESCO CRISÓSTOMO
Secretário da Pastoral da Juventude
Diocese de Marabá - CNBB Regional Norte 2
(94) 8117-6210 / 9146-4147
MSN: thiesco13@hotmail.com
E-mail: thiesco@gmail.com
http://pastoraldajuventudemaraba.blogspot.com
www.juventudeemmarcha.org
www.pj.org.br


CHEGA DE VIOLÊNCIA E EXTERMÍNIO DE JOVENS!

"É por causa do meu povo machucado, que acredito em Religião Libertadora!"

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dia Nacional da Consciência Negra: "reivindicação dos direitos da população afrobrasileira"


No próximo sábado, 20 de novembro, é celebrado o Dia Nacional da Consciência Negra. Para comemorar a data, entidades da sociedade civil, de modo especial as ligadas ao movimento negro, realizam eventos por todo o país.

O assessor da Pastoral Afrobrasileira, padre Ari Antônio dos Reis, diz que a data é um momento para garantir os direitos dos negros. “Estes eventos têm uma orientação comemorativa, mas também estão voltados a afirmação da consciência política, da pertença étnico racial e da reivindicação dos direitos da população afrobrasileira”.

O dia 20 de novembro é a data que comemora a Consciência Negra, tendo como figura mestre Zumbi dos Palmares que, na mesma data 1695, tombava como o grande ícone da resistência do povo negro e da luta contra a escravidão.
“A insistência em celebrar a memória de Zumbi dos Palmares no dia 20 de Novembro foi a resposta dada pelos negros organizados na perspectiva de lembrar que a abolição foi um processo inconcluso e que só seria plenamente completa pela pressão do movimento negro”, comenta padre Ari. Para ele, o Dia da Consciência Negra é fruto do amadurecimento do movimento negro que questionou o acento histórico dado ao dia 13 de maio, data que lembra a assinatura da Lei Áurea.

“Compreende-se que a assinatura da Lei Áurea não trouxe a verdadeira libertação. Apesar da legalidade da alforria viu-se a construção de outras formas de opressão e negação do direito à cidadania aos negros. Os mecanismos de exclusão continuaram assumindo facetas diferenciadas. Não foi permitido o acesso dos negros à educação, emprego renumerado, moradia digna e outras de beneficio à população em geral que já existiam no século XIX”, acentua o assessor.

Dia de Celebração

Ainda segundo padre Ari, o dia 20 de novembro é uma data de comemoração, que celebra “a história e a cultura dos negros, compreendida como fator de enriquecimento para a Igreja”. A celebração da missa é uma das expressões mais ricas para o fortalecimento da cultura afro e gratidão a Deus. “A Celebração da missa afro, que é em primeiro lugar a celebração do mistério Daquele que deu a vida pela nossa salvação, compreenderá também o necessário protagonismo nas diferentes ações que buscam a inclusão da população negra em uma vida cidadã. Para nós cristãos uma vida digna e feliz”.

Postado por Blog da CNBB

Oração do Matuto

(Fátima Irene Pinto)

Ói Deus,
Nóis tá sempre pedindo as coisas pro Sinhô.
Nóis pede dinhero,
Nóis pede trabaio
Nóis pede pra chovê
E se chove demais
Nóis pede pra pará
Mode a coiêta num afetá.

Nóis pede amô,
Nóis pede pra casá
Pede casa pra morá
Nóis pede saúde
Nóis pede proteção
Nóis pede paiz,
Nóis pede pra dislindá os nó
Quando as coisa cumprica
Mode a vida corrê mió.

Quano a coisa aperta nóis reza
Pedindo tudo que farta
É uma pedição sem fim
E quano as coisa dá certo,
Nóis vai na igreja mais perto
E no pé de argum santo
Que seja de devoção
Nóis deixa sempre uns merréis
E lá no cofre da frente
Nóis coloca mais uns tostão.

Mais hoje Meu Sinhô
Bateu uma coisa isquisita
E eu me puis a matutá
Nóis pede, pede e pede
Mais nóis nunca pregunta
Comé que o Sinhô tá
Se tá triste ou tá contente
Se percisa darguma coisa
Que a gente possa ajudá
E por esse esquecimentp
O sinhô tem que nos adiscurpá.

Ói Deus, nóis sempre pensa
Que o Sinhô num percisa de nada
Mas tarvez num seja assim
Tarvez o Sinhô percisa de mim
Sim, o Sinhô percisa, sim
Percisa da minha bondade
Percisa da minha alegria
Percisa da minha caridade
No trato c’os meus irmão.

Nóis semo seu espêio
Nóis semo a Sua Criação
Nóis num pode fazê feio
Nem ficá fazendo rodeio
Nem desapontá o Sinhô
Nem amargá o seu sonho
Que foi um sonho de amô
Quando essa terra todinha criô.

Ói Deus, eu prometo
Vo rezá de ôtro jeito
Vo pará com a pedição
E trocá milagre por tostão
Tarvez eu inté peça uma graça
Mas antes vo vê direitinho
O que é que andei fazendo de bão.
E se nada de bão eu encontrá
Muito vo me envergonhá
E ainda vo pedi perdão.