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segunda-feira, 14 de março de 2016

CATEQUESE: PORQUE SOU CATÓLICO?


O catolicismo é a maior religião, principalmente entre os povos ocidentais.

Você já se perguntou: "Porque sou católico?" Esta reflexão nos dias de hoje parece estar cada vez mais rara. Em meio a tantos “clãs” que surgem nos dias de hoje, se preocupar com religião parece ser algo menos atrativo. O jogo de futebol, a novela preferida e as ideologias políticas acabam por dar a sensação de que já temos as convicções que precisamos.


DO BATISMO ATÉ A CONVICÇÃO DE SER CATÓLICO 

Conforme o censo do IBGE de 2010, o percentual de católicos no Brasil é de 64,6%. Os católicos ainda são a maioria entre os cristãos mas está caindo a cada ano. A catequese é algo tão importante para a iniciação cristã, quanto a formação escolar é para aqueles que precisam ser alfabetizados. O que faz pensar, se não estamos hoje, com uma grande parcela destes 64,6% de “analfabetos de crença católica”. Ou seja um contingente que apenas nasceu em um lar católico, guardou algumas poucas práticas da religião e menos ainda de conhecimento. Não sabe responder na verdade o porque é católico, quando responde, diz, meus pais eram católicos. Uma religião apenas por herança mas sem muito sentido de ser. Então podemos fazer alguns questionamentos:

  1. Será que nos dias atuais nascer em um lar teoricamente católico, garante a convicção, ou o conhecimento necessário para permanecer na fé da Igreja de Cristo? 
  2. Será que a estratégia adotada pelas dioceses, paróquias e catequistas estão sendo o suficiente para instruir os que se preparam para receber os sacramento e permanecer confiante?
  3. Nossos catequistas possuem instrução para estarem nesse ponto inicial tão importante para ajudar nossos catecúmenos a compreenderem os mistérios e cercam a fé católica?
  4. Os materiais de base são sólidos, propícios e trazem informações necessárias para munir de conhecimento os catequistas?
Ser católico não é ser como jogadores de de futebol, onde um dia está em um time e depois de um está jogando para outro. É preciso sabermos termos convicção do porque se é católico. Buscar compreender a raiz e a essência do catolicismo. A catequese tem por responsabilidade transmitir e construir um conhecimento sobre a fé em Jesus Cristo e sua Igreja. Assim diz o Catecismo da Igreja Católica:
No centro da catequese encontramos essencialmente uma Pessoa, a de Jesus de Nazaré, Filho único do Pai..., que sofreu e morreu por nós e agora, ressuscitado, vive conosco para sempre... Catequizar... é desvendar na Pessoa de Cristo todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. E procurar compreender o significado dos gestos e daspalavras de Cristo e dos sinais realizados por Ele." A finalidade definitiva da catequese é "levar à comunhão com Jesus Cristo: só ele pode conduzir ao amor do Pai no Espírito e fazer-nos participar da vida da Santíssima Trindade" (CIC, §426).
catequista é responsável pela formação e instrução dos novos cristãos, deve este buscar formas para que ele mesmo, possa estar mais intimo de Cristo para transmiti-lo:
Na catequese, é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado – todo o resto está em relação com ele; e somente Cristo ensina; todo outro que ensine, fá-lo na medida em que é seu porta-voz, permitindo a Cristo ensinar por sua boca... Todo catequista deveria poder aplicar a si mesmo a misteriosa palavra de Jesus: 'Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou' (Jo 7,16)." (CIC, §427) 
Completando:
Aquele que é chamado a "ensinar o Cristo" deve, portanto, procurar primeiro "este ganho supereminente que é o conhecimento de Cristo"; é preciso "aceitar perder tudo... a fim de ganhar a Cristo e ser achado nele", e "conhecer o poder de sua Ressurreição e a participação em seus sofrimentos, conformando-me com ele em sua Morte, para ver se alcanço a ressurreição de entre os mortos" (Fl 3,8-11).  (CIC, §427)
Precisamos nos munir de conhecimento para melhor anunciar a Jesus Cristo. E com isso responder, sim eu sou católico.

Fonte: catequesedoleigo

Conteúdo da Catequese da Crisma

O Diretório Nacional de Catequese(DNC) assim nos orienta: “A catequese aos jovens será mais proveitosa se procurar colocar em prática uma educação da fé orientada ao conjunto de problemas que afetam suas vidas. Para isso, a catequese integra a análise da situação atual, ligando-se às ciências humanas, à educação, à colaboração dos leigos e dos mesmos jovens. É urgente propor aos jovens uma catequese com itinerários novos, abertos à sensibilidade e aos problemas desta idade que são de ordem teológica, ética, histórica ou social. Em particular, é preciso uma catequese que aprofunde a experiência da participação litúrgica na comunidade, que dê importância à educação para a verdade e a liberdade segundo o Evangelho, à formação da consciência, à educação ao amor, à descoberta, à oração alegre e juvenil e ao compromisso cristão na sociedade” (DNC 181).
Lembramos que o objetivo da catequese da Crisma é promover uma caminhada de fé que ajude o jovem a crescer como pessoa, a descobrir sentido de vida e a assumir sua missão na comunidade e no mundo.
A catequese da crisma comunica e apresenta a mensagem cristã de Salvação anunciada por Jesus Cristo através de um conteúdo que não é para ser aprendido, como acúmulo de informações e conhecimentos, mas é para ser vivido. Os temas que “comunicam” e aprofundam a mensagem cristã estão a serviço da Vivência. Eles são os assuntos que propomos à medida que caminhamos e crescemos na vivência de comunhão, no seguimento de Jesus Cristo, tornando possível a realização do objetivo da Catequese da Crisma. Precisamos desenvolver uma caminhada de preparação à Crisma a partir da realidade dos crismandos.
Os conteúdos ou temas podem ser trabalhos em mais de um encontro. A mensagem cristã deve ser apresentada de maneira gradual, pois também Deus se revelou e se revela de maneira progressiva e gradual. A mensagem cristã também precisa ser traduzida numa linguagem que todos entendam. É preciso saber falar a linguagem do Jovem, saber traduzir a mensagem cristã, nas linguagens das “juventudes”. Esse é um grande desafio.
A catequese é sempre um processo, ou seja, uma caminhada em que vamos aprofundando e fortalecendo a fé e a vida. Não se resolve com um curso rápido, pois ela exige mudança de vida. Educar para o amor leva tempo...

Importante:
- A catequese está a serviço da vida de fé e não do dia da crisma...
- Mesmo nos encontros sobre a vida e realidade do jovem, o evangelho de Jesus é momento central e critério de análise da realidade.
- Não transformar os encontros de crisma em momentos para "encher o jovem de conteúdos". Os catequistas nos dizem: "temos que passar "tudo" porque depois eles não voltam, assim já saem sabendo tudo sobre a Igreja e Jesus". Um grande equívoco, pois após a catequese da crisma e durante a vida toda haverá espaço para os devidos aprofundamentos da mensagem cristã. O importante é "despertar" a fome, abrir o "apetite" para a beleza de ser cristão e seguir Jesus em comunidade.
- Os conteúdos indicados precisam ser organizados em forma de encontros (ver orientações sobre o encontro catequético nesta seção). Cada tema pode ser trabalhado em mais de um encontro. Por isso, o importante é a caminhada do grupo de crismandos, seu amadurecimento e envolvimento nas discussões, as descobertas sobre Jesus e a vida cristã.
- Prever festas, passeios, visitas, filmes etc... ligados à temática discutida nos encontros. Tudo isso também é conteúdo da catequese da crisma. O grupo de catequistas pode prever celebrações que marquem os passos dados e evidenciem a adesão do grupo ao seguimento de Jesus.
- Orientações sobre os conteúdos foram pensadas a partir dos seguintes documentos:
     a) Estudos da CNBB nº 61 - Orientações para a Catequese da Crisma.

     b) Documento da CNBB nº 84 - Diretório Nacional de Catequese.

SENSO CRÍTICO

Estamos acostumados a ouvir a palavra senso em nosso cotidiano: bom senso, senso crítico, senso de humor, entre outras expressões. Mas já paramos para refletir sobre o que significa ter ou não ter senso? Qual a diferença entre senso comum e crítico?

O senso comum está mais vinculado à população em geral do que o senso crítico, pois no senso comum existem muitas questões sobre a vida que são simplesmente irrefletidas e que levam à alienação. Ele acaba por permear as classes menos abastadas, uma vez que ligada-se com a educação recebida e com a manipulação pelos meios de comunicação.

Já o senso crítico, divergindo do senso comum, tem por base aquilo que é concreto: a pesquisa, a reflexão, a análise e a crítica. Culturalmente o senso crítico é muito mais aproveitável e bom para o indivíduo do que o senso comum. Isso deve-se ao fato de que ao utilizar o senso crítico o indivíduo passa a pensar e refletir e com isso aprimora suas capacidades intelectuais. Muitas vezes deixa-se de solucionar problemas de maneira coerente por não parar para refletir e estudar a melhor maneira de resolvê-lo. Porém não se pode ignorar ou ter pré-conceitos quanto ao senso comum, como se ele fosse totalmente errado e promotor de grandes mentiras na sociedade.


A capacidade do homem em desenvolver seu senso crítico é o fundamento da História. A palavra crítica, de origem grega, significa enquete, pergunta. É preciso perguntar sempre. Perguntar a si mesmo se o que temos ao nosso dispor é realmente bom para nós, se é possível melhorar, se é verdade. Nunca devemos aceitar as coisas sem questionar, pois questionar é pensar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Lançado o hino em português da JMJ 2016 Cracóvia

Lançado hino em português da JMJ 2016 Cracóvia
24/08/2015 12:20
Aparecida (RV) – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou em Aparecida, na última sexta-feira (21) durante o Encontro Nacional dos Responsáveis Adultos pela Evangelização da Juventude, a letra cifrada e a teologia do hino da JMJ em português. A tradução e adaptação do polonês para o português esteve a cargo dos Padres Zezinho e Joãozinho e do jovem Jonas Rodrigues, da Diocese de Mogi das Cruzes (SP), após aprovação da CNBB para esta elaboração da versão em língua portuguesa.
O hino foi gravado no último dia 30 de julho, nos estúdios da Gravadora Paulinas/Comep, em São Paulo (SP), reunindo diversos nomes da música católica. Padre Joãozinho foi o responsável pela produção artística e musical e Jonas, que também é cantor e atua na Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Mogi das Cruzes, também participou cantando a versão oficial.
Padre Joãozinho falou com os Jovens Conectados sobre esta versão em português:
“Todo este hino tem uma palavra central que é “misericórdia”. O Papa Francisco escolheu como tema/lema da Jornada Mundial da Juventude, aquela Bem-aventurança: “Bem aventurados os pobres porque eles alcançarão misericórdia”. Esta foi um pouco a nossa teologia que esteve por trás da versão. Versão não é simplesmente uma tradução, mas ela é absolutamente fiel ao original polonês mas claro, que tem o nosso toque quando a gente fala de “com o seu sangue libertador, livra do mal e da dor”, a compaixão aqui na América Latina já foi traduzida em termos de libertação, solidariedade, há uma teologia da solidariedade. Parece que esta palavra que foi marcante na vida e magistério de João Paulo II, solidariedade, agora renasce no magistério de Francisco com o nome de misericórdia e Jesus é o rosto da misericórdia”
O Padre Zezinho, por sua vez, falou sobre a importância da misericórdia na evangelização da juventude:
“Ontem à tarde eu conversava com o bispo de São José dos Campos e com o Cardeal Dom João Braz Aviz e falávamos do empenho do Santo Padre com os cardeais e com todos em Roma de acentuar a compaixão. E interessante como em Roma tá todo mundo insistindo na teologia da compaixão. Eu gostei muito do que ouvi de Dom João e também do que o Papa tem pedido dos cardeais, dos outros, de acentuar a catequese da misericórdia, da compaixão. E a canção acho que vai ajudar muito, porque num mundo violento como ele está, onde as pessoas são cortadas, queimadas e decapitadas, é muito interessante a gente pensar sobre isto, sobretudo nós cristãos, porque a barbárie tomou conta do mundo e nós temos uma mensagem de compaixão. Vamos ter muitos mártires por causa disto, mas, vai ser semente de novos cristãos. Exatamente lá onde estão martirizando os cristãos e cortando-os em pedaços, é lá que o cristianismo vai renascer por causa da misericórdia”.
Padre Joãozinho explica que diferentes arranjos do hino podem ser feitos, de acordo com os ritmos próprios de cada região do país, contanto que não saia da essência. “Inculture esse hino, mas sem sair dessa questão da compaixão”, recomenda.
Confira o Hino da JMJ Cracóvia 2016, clicando acima.

(JE/Jovens Conectados)

terça-feira, 28 de julho de 2015

Qual é a diferença entre ser católico e ser cristão?

Uma resposta que vai muito além das diferenças entre as religiões


O Novo Testamento faz referência aos seguidores de Cristo quatro vezes:
 
1. 1 Pe 4,16: “Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter este nome”.

2. Atos 11,26: “Em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos”.

3. Atos 26, 28: “Disse então Agripa a Paulo: Por pouco não me persuades a fazer-me cristão!”.

4. 1 Cor 9, 5: “Acaso não temos nós direito de deixar que nos acompanhe uma mulher irmã, a exemplo dos outros apóstolos e dos irmãos do Senhor e de Cefas?” (uma cristã que se ocupava das necessidades dos apóstolos)
 
Jesus Cristo, rei do universo, quando disse aos discípulos “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19), mostrou que sua vontade é que todas as nações, todos os povos, sejam cristãos.
 
Todo católico (coerente com sua fé) é cristão, mas nem todo cristão é católico.
 
Alguns seguidores de Cristo não pertencem à Igreja Católica. Eles se identificam como “cristãos”, mas não como “católicos”; é o caso dos protestantes, ortodoxos etc.
 
Mas o que é realmente ser cristão?
 
Ser cristão não é simplesmente fazer o bem e evitar o mal, crer em Deus, cumprir com determinados ritos, aceitar algumas verdades de fé, seguir uma tradição ou preparar-se para a vida eterna.
 
Ser cristão é seguir Jesus, reconhecê-lo como Senhor, aceitar seu projeto, seguir seu estilo evangélico, fazer parte da sua comunidade, viver sob a força do Espírito Santo.
 
Quando uma pessoa começa a ser cristã? No dia do seu batismo, porque, a partir desse momento, ela se torna filha de Deus, fazendo parte do novo povo de Deus. O Batismo nos torna irmãos de Jesus Cristo. Que grande honra!
 
O “cristão católico” aceita a plenitude da fé revelada por Cristo e contida da Sagrada Escritura, no Magistério da Igreja e na Tradição; participa dos sacramentos e reconhece a autoridade do Papa (sucessor de São Pedro) e dos bispos unidos ao Santo Padre (sucessores dos demais apóstolos).
 
A Igreja Católica prolonga na história o grupo de discípulos de Jesus e é a comunidade que dá continuidade à missão de Jesus neste mundo. Seus apóstolos de hoje (o Papa e os bispos) guiam a Igreja nesta missão, prolongando a função de Pedro e dos Apóstolos (Mt 16, 18-19).
 
A Igreja fundada por Cristo é una, santa, católica e apostólica. Estas 4 características, tomadas da profissão de fé dos concílios de Niceia e Constantinopla, mostram os 4 aspectos fundamentais da Igreja: sua unidade, sua santidade, sua universalidade e seu fundamento ou base apostólica (nos discípulos que viram e tocaram Cisto).
 
Somente a Igreja Católica possui estas 4 características.
 
Todo católico coerente é, real e objetivamente, um cristão; ser católico é ser cristão.
 
Mas então por que a Igreja não se chama “Igreja Cristã”, e sim “Igreja Católica”, se este termo não existe explicitamente na Bíblia?
 
A Igreja de Cristo é chamada de “católica” porque acolhe em seu interior todos os seguidores de Cristo, de todos os tempos e lugares.
 
Jesus constituiu na terra uma só Igreja e a instituiu desde sua origem como “comunidade visível e espiritual” (Lumen gentium 8, 1). “Esta Igreja, constituída e ordenada neste mundo como uma sociedade, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele” (LG 8, 2).
 
A expressão “subsistir” indica a plena identidade entre a Igreja de Cristo e a Igreja Católica. A Igreja continuará existindo no tempo, e somente nela permaneceram e permanecerão todos os elementos instituídos pelo próprio Cristo (Unitatis redintegratio, 3).