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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quarta-Feira de Cinzas



Com a celebração das cinzas, hoje damos início ao grande e forte tempo de oração, penitência e Jejum que se pode também traduzir por tempo de partilha. É o tempo de conversão do coração humano ante as necessidades dos outros.


Como o próprio nome nos diz, são quarenta dias de penitência que nos preparam para a celebração da vitória final da graça sobre o pecado e da vida sobre a morte. Durante estes dias a nossa oração se torna mais intensa e a penitência mais acentuada. É um tempo de retorno a Deus, de conversão e de abertura aos outros.

A imposição das cinzas nos recorda que nossa vida na terra é passageira, que algum dia vamos morrer e que o nosso corpo vai se converter em pó e que a vida definitiva se encontra no céu. Ensina-nos ainda que os céus e a terra hão de passar um dia. Em troca, todo o bem que tenhamos em nossa vida nós o vamos levar à eternidade. Ao final da nossa vida, só levaremos aquilo que tenhamos feito por Deus e por nossos irmãos.

As cinzas é um sacramental, que não nos tira os pecados, mas nos relembra a nossa condição de miseráveis, de frágeis e pecadores. E assim, reconhecendo a nossa situação recorremos ao Sacramento da Reconciliação. É um sinal de arrependimento, de penitência, mas, sobretudo de conversão.

Quaresma é deveras o tempo de reflexão em nossa vida, de entender aonde vamos, de analisar como está nosso comportamento com nossa família: o marido, a esposa, os filhos, os pais e todos os que nos rodeiam.

HISTÓRIA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

A Quarta-Feira de Cinzas, começa oficialmente o tempo da Quaresma e o Ciclo Pascal.
As cinzas são feitas com os ramos das palmeiras que se usaram na Procissão dos Ramos do ano anterior, que se guardam e se queimam para esse efeito.
O costume de pôr as cinzas na cabeça (testa) dos fiéis, bem como o uso de fatos de serapilheira, era uma penitência muito antiga praticada entre o povo hebreu :
- “Ó filha do Meu povo, veste-te de saco, revolve-te nas cinzas. Cobre-te de luto por um filho único...”. (Jer.6,26).
- “Cobri-vos de cinzas, guardas do rebanho, pois que chegou o dia da vossa destruição”. (Jer.25,34).
Ao ritual das cinzas, com o significado das leituras da Escritura, não estava directamente ligado ao princípio da Quaresma.
Foi cerca do Ano 300 que esse uso foi adoptado pelas Igrejas locais, como parte da sua prática de temporariamente excomungar ou expulsar os pecadores públicos, das suas comunidades.
Esses pecadores públicos eram acusados de pecados públicos e escândalos, como apostasia, heresia, crime e adultério (os pecados capitais).
Foi no século VII que este costume se estendeu a muitas outras Igrejas com o ritual público da Quarta-Feira de Cinzas.
Primeiramente os pecadores públicos confessavam os seus pecados, em particular.
Depois eram apresentados ao bispo e inscritos publicamente nas listas dos penitentes que se preparavam para a absolvição de Quinta-Feira-Santa.
Depois de receberem a imposição das cinzas eram enviados para fora da Comunidade, à imitação de Adão que foi expulso do Paraíso depois do pecado, com sua mulher, Eva, para se lembrarem que a morte é a pena do pecado.
-..”Lembra-te que és pó e em pó te hás-de tornar”. (Gen. 3,19).
Viviam depois afastados de sua família e da Comunidade durante os quarenta dias da Quaresma (Quarentena).
Vestidos de saco e com a imposição das cinzas eram identificados como penitentes públicos, perante a Comunidade, e em lugar separado na Igreja.
Como penitências comuns, abstinham-se de certos alimentos, de álcool; não tomavam banho, não cortavam o cabelo nem faziam á barba, nem podiam usar dos seus direitos conjugais.
Ficavam também privados das suas transacções comerciais e dos seus interesses nos negócios.
Em certas dioceses, algumas penas duravam por vários anos e outras eram por toda a vida.
Durante a Idade Média foi dada maior ênfase aos pecados pessoais do que aos públicos.
Como resultado, as tradições da Quarta-Feira de Cinzas ficaram simplificadas para os membros da paróquia,
Estas tradições já eram observadas de maneira geral desde o século XI.
Mais recentemente a imposição das cinzas, reveste-se mais positivamente com o aspecto da Quaresma, segundo o pensamento do Evangelista S. Marcos :
- “Completou-se o tempo e o reino de Deus está perto; arrependei-vos e acreditai na Boa-Nova”.(Mc.1,15).
Mudaram-se os tempos e actualizaram-se os costumes de modo que ficou pelo menos o sentido de penitência necessária para uma conversão de vida em ordem à celebração da Páscoa que em cada ano deve ser uma renovação da vida interior de cada um.
Segundo as normas vigentes, Quarta-Feira de Cinzas é dia de Jejum e Abstinência.

Quem pode impor as cinzas?
Em resposta a uma pergunta feita pela Comissão Litúrgica dos Bispos Americanos em 30 de Janeiro de 1975, a Secretaria da Sagrada Congregação para os Sacramentos e para o culto divino deu a seguinte resposta :
- Os Ministros extraordinários (eucarísticos) não podem benzer as Cinzas, mas podem ajudar o Celebrante na sua imposição, e até, quando não houver sacerdote e as Cinzas já estiverem benzidas, podem impô-las por si mesmos.
Portanto, esta resposta indica que qualquer pessoa pode ser convidada ou encarregada de impor as Cinzas, mas não as pode benzer.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

QUARESMA



A quaresma é o tempo litúrgico de conversão, que a Igreja marca para nos preparar para a grande festa da Páscoa.

É tempo para nos arrepender de nossos pecados e de mudar algo de nós para sermos melhores e poder viver mais próximos de Cristo.

A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos.

Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que devemos viver como filhos de Deus. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, de penitência, de conversão espiritual; tempo e preparação para o mistério pascal.

Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida.

A Igreja nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, rezando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Convida-nos a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo do perdão e da reconciliação fraterna.

Cada dia, durante a vida, devemos retirar de nossos corações o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem a nosso amor a Deus e aos irmãos.

Na Quaresma, aprendemos a conhecer e apreciar a Cruz de Jesus. Com isto aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Apelo do Papa Bento XVI

Hoje me deparei com a notícia sobre o pedido do Papa aos padres, para que utilizem blogs a fim de evangelizar e se aproximar dos jovens (vide abaixo).

Considerando o conservadorismo da Igreja e em especial do papa, essa postura contribuirá para, quem sabe, quebrar algumas resistências e preconceitos em relação ao uso da tecnologia.

Se até o Papa recomenda, quanto mais os outros simples mortais.

O uso da tecnologia é positivo , mas precisa vir aliado à abertura para a troca de ideias, sendo um suporte de uma comunicação de mão dupla.

Sempre pensei que temos de nos adequar às mudanças. Não que tenhamos de nos "acostumar a qualquer mudança", mas aproveitar os novos recursos como formas alternativas de conseguir o que queremos e devemos.

Se ler é importante e muitos jovens gastam mais tempo na internet, então vamos evangelizar através dela.

Se os jovens deixaram de ir à Igreja e estão navegando, que possam encontrar Deus na rede e reencontrar valores que não podem se perder com as mudanças do mundo. O que não adianta é remar contra a maré.

Vejam a matéria abaixo e de sua opinião!

Por Deus, tenham um blog!. diz papa aos padres

Por Philip Pullella
VATICANO (Reuters) - Por de Deus, tenham um blog!, disse o papa Bento 16 aos padres católicos neste sábado, afirmando que eles devem aprender a usar novas formas de comunicação para espalhar as mensagens do evangelho.
Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, o papa, 82 anos e conhecido por não amar computadores ou a Internet, reconheceu que os padres devem aproveitar ao máximo o "rico menu de opções" oferecido pelas novas tecnologias.
"Os padres são assim desafiados a proclamar o evangelho empregando as últimas gerações de recursos audiovisuais --imagens, vídeos, atributos animados, blogs, sites-- que juntamente com os meios tradicionais podem abrir novas visões para o diálogo, evangelização e catequização", disse ele.
Os padres, disse ele, precisam responder aos desafios das "mudanças culturais de hoje" se quiserem chegar aos mais jovens.
Mas Bento 16 alertou os padres de que não tentem tornarem-se estrelas da nova mídia. "Os padres no mundo das comunicações digitais devem ser mais chamativos pelos seus corações religiosos do que por seus talentos comunicativos", disse ele.
No ano passado um novo site do Vaticano, www.pope2you.net, foi lançado, oferecendo um novo aplicativo chamado "O Papa se encontra com você no Facebook", e outro permitindo acesso aos discursos e mensagens do Papa nos iPhones ou iPods dos fiéis.
Bento 16 ainda escreve a maior parte de seus discursos à mão, em alemão, e seus ajudantes mais jovens ficam a cargo de colocá-los em conteúdo digital.